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Acesso a saneamento pode se tornar um direito constitucional

Proposta de emenda tramita no Senado Federal

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Morador retira limo grudado no chão
Morador retira limo grudado no chão - Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

A proposta de emenda à Constituição que reconhece o acesso ao saneamento básico como um direito constitucional (PEC 2/2016) é uma das matérias da pauta do Plenário do Senado Federal nesta terça-feira ,25. O texto tem como primeiro signatário o senador Randolfe Rodrigues (PT) e obteve voto favorável do relator, senador Rogério Carvalho (PT).

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A PEC 2/2016 modifica o artigo 6º da Constituição para incluir o saneamento entre os direitos sociais — assim como educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, alimentação, previdência social e segurança, já garantidos na Carta.

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A proposta foi votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2022 e seguiu para o Plenário. Para ser aprovada, precisa ser submetida a dois turnos de discussão e votação.

Levantamento do Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mostrou que 100 milhões de cidadãos não têm acesso ao serviço de coleta de esgotos e 35 milhões não são abastecidos com água tratada.

Ainda segundo o Trata Brasil, cada real investido em saneamento gera uma economia de R$ 4 na área de saúde.

Já o site Portal Saneamento Básico lista uma série de doenças decorrentes do não tratamento de água e esgoto. Entre elas, estão febre amarela, hepatite, leptospirose e febre tifoide, além de infecções na pele e nos olhos. Embora esteja ligado ao direito à saúde, Randolfe observa que o saneamento costuma ser esquecido, daí a necessidade de ser tratado como um direito social próprio.

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Tags

ccj COnstituição direitos sociais Esgoto investimento PEC 2/2016 plenário Política brasileira randolfe rodrigues Rogério Carvalho saneamento básico saúde pública Senado Federal tratamento de água.

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