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LITERATURA

Bienal do Livro Bahia destaca livros que viram séries e filmes

Programação reúne autores e artistas para discutir como livros se transformam em séries, filmes e outras linguagens

Beatriz Santos
Por
| Atualizada em
Evento reúne escritores, artistas e profissionais do audiovisual
Evento reúne escritores, artistas e profissionais do audiovisual - Foto: Divulgação

A Bienal do Livro Bahia 2026, que acontece de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador, vai além das páginas ao propor uma programação voltada à expansão da literatura para diferentes linguagens artísticas.

Entre debates, encontros e participações especiais, o evento reúne escritores, artistas e profissionais do audiovisual para discutir como histórias literárias ganham novas formas no cinema, na música, nos jogos e nas artes visuais.

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No dia 18 de abril, dois dos momentos mais aguardados devem mobilizar o público. A escritora Julia Quinn, responsável pelos romances que originaram a série 'Bridgerton', fenômeno global da Netflix, participa de painel que promete atrair fãs.

Ao lado dela, Paula Pimenta também marca presença, conhecida por sucessos como Minha Vida Fora de Série e Fazendo Meu Filme, este último adaptado para o cinema em 2024, além de Cinderela Pop e Princesa Adormecida.

União de literatura e audiovisual

A relação entre literatura e audiovisual aparece de forma central no evento. No dia 17, os escritores Raphael Montes e Eliana Alves Cruz participam do painel 'O livro que vira série: a literatura como matriz para o cinema, as séries e o streaming'.

A proposta é discutir como narrativas literárias se transformam em roteiros e estruturas dramáticas para produções audiovisuais. Montes, por exemplo, é criador, roteirista-chefe e produtor-executivo de 'Beleza Fatal' e da série 'Bom Dia, Verônica', vencedora do APCA 2020, além de ter obras traduzidas em mais de 25 países.

No dia 20 de abril, véspera do feriado, o cinema volta ao centro do debate com o painel 'Figurinhas, Copa e mistério com O Gênio do Crime'. Participam os atores Douglas Silva e Francisco Galvão, além da roteirista Ana Reber e do produtor executivo Tiago Gomes de Mello.

O grupo discutirá o processo de adaptação do clássico infanto-juvenil de João Carlos Marinho para o cinema, abordando os desafios de transformar personagens literários em presença visual e narrativa.

Programação além do audiovisual

A programação, no entanto, não se limita ao audiovisual. No dia 19, o painel "O livro como dispositivo de criação de música - Hip Hop e MPB” reúne Rico Dalasam e Chico Chico, com mediação de Juliana Ribeiro, para discutir como livros inspiram letras, rimas e manifestos.

Ainda no mesmo dia, a jornalista Renata Menezes conduz o painel “Livro em jogo: a palavra que se move”, que explora a transformação de narrativas literárias em experiências interativas e tecnológicas.

As artes cênicas também ganham espaço no dia 20, com o painel “O livro como dispositivo de criação cênica: das Letras ao Corpo em Festa”. Participam o coreógrafo Zebrinha, a atriz e cantora Laila Garin e a escritora e dramaturga Leda Maria Martins, sob mediação do ator e escritor Aldri Anunciação. A proposta é discutir como textos literários se transformam em corpo, rito e celebração em diferentes manifestações artísticas.

Encerramento do evento

Encerrando a programação, no dia 21 de abril, o debate se volta às artes visuais com o painel “O livro como dispositivo de criação nas artes visuais: do Grafite à Arte Digital”. Com mediação de Carol Barreto, os artistas Éder Muniz, Yacunã Tuxá e Igor Souza discutem como a leitura e a memória escrita se transformam em obras que ocupam muros, telas e instalações.

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