Busca interna do iBahia
HOME > BAHIA

VOO LIVRE

PF apreende mais de 400 aves em combate ao tráfico

Agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari e Mata de São João e em Irecê

Ian Peterson*
Por Ian Peterson*
A polícia identificou um esquema entre comerciantes envolvendo espécies nativas
A polícia identificou um esquema entre comerciantes envolvendo espécies nativas - Foto: Divulgação/ Coppa

Mais de 400 aves foram apreendidas ontem pela Polícia Federal, durante a operação Voo Livre, na qual realizou uma série de ações voltadas ao combate do tráfico ilegal de animais na Bahia. Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari e Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, e Irecê, no centro-norte baiano.

De acordo com a Polícia Federal, o ponto de partida das investigações foi a apreensão de uma Arara-azul-grande, comercializada com anilha adulterada, juntamente com outras espécies da fauna silvestre nacional. No decorrer da apuração, os agentes identificaram um esquema entre comerciantes de aves ilegais, envolvendo espécies nativas e exóticas de difícil reprodução em cativeiro, como Araras e Tucanos –, o que indica que muitos tenham sido retirados ainda filhotes da natureza, para anilhamento, criação e revenda.

Tudo sobre Bahia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

A Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) auxiliou os agentes federais na operação. O tráfico de animais silvestres é reconhecido por seus impactos negativos à biodiversidade, afetando a conservação das espécies e o equilíbrio ecológico, com riscos significativos de extinção para certas espécies.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para reabilitação e, quando possível, reintrodução ao ambiente natural, informou a PF. A legislação brasileira apenas permite a criação de animais silvestres provenientes de criadores comerciais devidamente registrados no Ibama, mediante Cadastro Técnico Federal e autorização no Sistema Nacional de Gestão de Fauna.

Os indivíduos investigados por participação na comercialização ilegal enfrentarão acusações por tráfico e maus-tratos de animais, associação criminosa, receptação e falsificação de selo ou sinal público. As penas previstas podem alcançar até 15 anos de prisão. A Polícia Federal afirmou que a ação realizada ontem nos três municípios terminou sem prisões.

*Sob a supervisão da jornalista Hilcélia Falcão

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

associação criminosa aves Bahia Biodiversidade denúncia equilíbrio ecológico falsificação fauna silvestre Hilcélia Falcão jornalismo legislação maus-tratos operação Voo Livre Penas polícia federal prisão receptação Tráfico ilegal de animais

Relacionadas

Mais lidas