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Escorpiões deixam rastros? Saiba como identificar a presença do animal

O ano passado registrou recorde de notificações: 51,8 mil casos registrados, sendo três óbitos

Leilane Teixeira
Por
| Atualizada em
Imagem ilustrativa de um escorpião
Imagem ilustrativa de um escorpião - Foto: Ilustrativa | Freepik

A combinação de calor e chuvas frequentes, comum no verão, cria condições favoráveis para a proliferação de escorpiões em áreas urbanas e residenciais. O aumento da presença desses animais eleva o risco de acidentes, principalmente dentro de casas, onde eles encontram abrigo e alimento.

Ao contrário de outros animais, os escorpiões não deixam rastros visíveis, como pegadas ou marcas no chão. Segundo Bruno Schneider Caldeira, técnico em zoologia do Museu Biológico do Instituto Butantan, os principais indícios da presença do animal estão ligados ao ambiente, e não a sinais diretos.

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“Eles são animais crípticos, que passam a maior parte do tempo escondidos em frestas, ralos, rodapés, rachaduras e locais escuros e apertados, o que dificulta bastante a detecção”, explica em entrevista ao portal TERRA.

De hábitos predominantemente noturnos, os escorpiões costumam permanecer escondidos durante o dia e sair à noite em busca de alimento. Ambientes com acúmulo de entulho, lixo, restos de construção, madeira e materiais desorganizados funcionam como abrigo ideal. A presença de insetos como baratas e grilos — principais presas — também favorece sua ocorrência.

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Prevenção é principal forma de controle

Especialistas reforçam que a principal forma de reduzir o risco de escorpiões em residências é a prevenção ambiental. Entre as medidas recomendadas estão manter os ambientes limpos e organizados, evitar o acúmulo de materiais, vedar frestas em paredes e rodapés, instalar telas em ralos e manter caixas de gordura e esgoto bem fechadas.

Também é indicado sacudir roupas, toalhas e calçados antes do uso, principalmente quando ficam muito tempo guardados.

Alerta em São Paulo

O governo do Estado de São Paulo tem alertado para o aumento de acidentes com escorpiões durante o verão. Dados do Painel de Acidentes por Animais Peçonhentos mostram que, entre 2015 e 2025, foram registradas 377,4 mil notificações de acidentes com escorpiões no estado, com 85 mortes. As picadas atingem com mais frequência pés e mãos.

Em 2025, São Paulo registrou o maior número da série histórica, com 51,8 mil casos e três óbitos. Já em 2026, até o fim de janeiro, foram contabilizados 1,7 mil acidentes, sem mortes, concentrados principalmente no interior paulista.

Sintomas e orientação médica

A dor intensa no local da picada é o sintoma mais comum. Em casos mais graves, podem surgir náuseas, suor excessivo, agitação, alterações cardíacas e respiratórias. Crianças de até 10 anos estão entre os grupos mais vulneráveis.

A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta que, em caso de picada, a vítima procure imediatamente um serviço de saúde e informe a suspeita de acidente com escorpião. O estado conta atualmente com 233 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs).

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Tags

animais peçonhentos meio ambiente São Paulo Saúde vigilância sanitária

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