Busca interna do iBahia
HOME > SAÚDE

SAÚDE

Doador de órgãos poderá registrar o desejo em site ou App; saiba como

O doador também poderá manifestar e formalizar a sua vontade por meio de um documento oficial

Da Redação
Por Da Redação
A doação de órgãos pode ocorrer após a morte encefálica ou em vida
A doação de órgãos pode ocorrer após a morte encefálica ou em vida - Foto: Ilustrativa

A partir desta terça-feira, 02, quem quiser ser doador de órgãos vai poder registrar o desejo no site ou no aplicativo fornecido pelo CNJ - Conselho Nacional de Justiça. O formulário da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) garante que a família e o sistema de saúde tenham conhecimento da decisão.

O doador também poderá manifestar e formalizar a sua vontade por meio de um documento oficial, feito digitalmente em qualquer um dos 8.344 Cartórios de Notas do Brasil. Quando você comunica a sua família e amigos que é um doador de órgãos, você facilita o processo de transplantes e pode salvar muitas vidas.

Aedo

Tudo sobre Saúde em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

AEDO é a autorização regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, e desenvolvida em parceria com o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes – CGSNT. A emissão da AEDO é gratuita para o solicitante.

Passo a Passo

O interessado em doar órgãos, preenche o formulário diretamente no sistema e-Notariado, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o solicitante e o notário assinam digitalmente a AEDO que fica disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes.

Doação

A doação de órgãos pode ocorrer após a morte encefálica ou em vida – neste caso, é possível doar um dos rins, parte do fígado e parte dos pulmões para um cônjuge ou parente até o quarto grau e com a devida compatibilidade. Também é possível doar órgãos para alguém que não seja da família. Porém, nesse caso, além da devida compatibilidade, é necessária a autorização judicial, e comunicação ao Ministério Público e ao comitê de ética do hospital.

O Brasil é hoje o país com a maior taxa de aceitação familiar para doação de órgãos da América Latina. Em 2014, 58% das famílias brasileiras optaram por doar os órgãos dos seus familiares, enquanto, em 2013, o índice era de 56%. Esses percentuais são de 51% na Argentina, 47% no Uruguai e 48% no Chile. Atualmente, 95% dos procedimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o país referência mundial no campo dos transplantes e maior sistema público do mundo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

autorização eletrônica CNJ Colégio Notarial do Brasil comitê de ética compatibilidade Conselho Federal conselho nacional de justiça Doação de órgãos doação em vida e-Notariado Ministério Público morte encefálica organização de saúde registro de doador saúde pública Sistema Nacional de Transplantes transplantes

Relacionadas

Mais lidas