TEMA POLÊMICO
Após polêmica, prefeito de Amargosa defende São João 100% nordestino
O Ministério Público da Bahia entrega Selo de Transparência para gestores públicos nesta terça


Apresentações de gêneros sertanejos na grade de São João ainda continuam gerando polêmica e discussões na Bahia. Para o prefeito de Amargosa, Getúlio Sampaio, é preciso uma maior valorização sobre os gêneros nordestinos, que são tradicionais em cidades baianas em períodos juninos.
“Nós não podemos aceitar essas bandas nacionais, principalmente sertanejo, vir aqui cobrar até R$ 1,5 milhão por show. Nós temos grandes artistas que preservam nossas raízes, a nossa cultura, que é o forró”, disse ele durante evento do Ministério Público da Bahia (MPBA) para entrega de Selo de Transparência.
O selo é uma certificação aos gestores públicos, dos Municípios e do Governo do Estado pelas informações sobre contratações de atrações artísticas para o Painel de Transparência dos Festejos Juninos. Neste ano, uma nota técnica dos órgãos estipulou um teto de gastos para contratação de artistas para a festa junina.
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Ainda de acordo com o prefeito, a proposta é uma forma de valorizar a cultura baiana e cessar gastos com cachês altos e fora dos padrões do São João na Bahia.
“Essa iniciativa do MPBA, TCM e da UPB tem importância relevante para que todos os municípios e todos os prefeitos entendam que esse momento em que nos traz esse diálogo é para valorizar a nossa cultura. O São João é a maior festa popular do país e se não preservarmos isso, vamos estar dando asas para esses artistas nacionais cobrando cachês exorbitantes para tocar 1h na festa”, continuou ele.
São João quase 90% nordestino
Sampaio aproveitou para registrar que Amargosa vem adotando estratégia para fortalecer a cultura nordestina no São João.
“Amargosa já tem uma tradição desde o ano passado trazendo a nossa grade com 92% dedicado ao forró. Neste ano, quase 90% é dedicado ao forró, porque entendemos que valorizar a nossa cultura, valorizar as nossas raízes é muito mais importante do que trazer esses sertanejos que, claro, tem seu público, mas não nesse período de forró de São João. São João é forró, São João é tradição, São João é cultura e nós precisamos preservar isso”, finalizou ele.


