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JUSTIÇA

CNJ recebe denúncia de assédio contra Marco Buzzi, ministro do STJ

Magistrado é acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos

Gustavo Nascimento
Por
Marco Buzzi, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
Marco Buzzi, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Sérgio Amaral | STJ

Uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, foi recebida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira, 9. A suposta vítima, uma mulher de 18 anos, prestou depoimento nesta tarde à Corregedoria do CNJ.

Os detalhes sobre a identidade da jovem e as circunstâncias da conduta de Buzzi, que nega as acusações e está de licença médica, estão mantidos sob sigilo.

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Entenda o caso

Na última semana, o magistrado virou alvo de três frentes diferentes de investigação a partir do relato da mulher, que afirmou ter sido alvo de importunação sexual no dia 9 de janeiro deste ano. A família da jovem estava hospedada na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, quando ela teria sido assediada durante um banho de mar.

Segundo o relato da jovem, Marco Buzzi a agarrou pela lombar e tentou se aproximar dela, que teria tentado escapar ao menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Ao conseguir se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais, que confrontaram a família de Marco Buzzi e deixaram o local no mesmo dia.

No dia 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência. O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.

O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.

Quem é Marco Buzzi?

Natural da cidade de Timbó, em Santa Catarina, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011, quando foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O magistrado é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.

Ao se posicionar sobre a acusação, o ministro disse em nota que "foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas" e repudia "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".

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assédio CNJ denúncia Marco Buzzi stj

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