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Petróleo despenca e fica abaixo de US$ 100 em meio à negociação da paz

Trump ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta e aumentou a pressão para chegar a um acordo

Carla Melo
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Trump ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta e aumentou a pressão para chegar a um acordo
Trump ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta e aumentou a pressão para chegar a um acordo - Foto: HELMUT OTTO / Agência Petrobras

O preço do petróleo caiu e voltou a ser negociado acima de US$ 100 nesta quarta-feira, 6, em meio a negociações pela paz entre o Irã e os Estados Unidos (EUA).

O Brent (caiu 6%, para 103,32 dólares o barril, e o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuou 5,8%, para 96,31 dólares por volta das 10h30 (horário de Brasília).

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Os Estados Unidos e os países do Golfo elaboraram uma resolução para o Conselho de Segurança da ONU exigindo que Teerã cesse seus ataques, revele a localização de suas minas e pare de tentar cobrar pedágio no Estreito de Gibraltar, disse Marco Rubio. A votação está prevista para os próximos dias.

Na frente libanesa, onde Israel combate o movimento islamista pró-Irã Hezbollah, suas forças bombardearam pelo menos duas aldeias no sul do país nesta quarta-feira, segundo imagens da AFP.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde libanês relatou pelo menos quatro mortes em ataques israelenses no Vale do Bekaa, no leste do país.

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Israel e o Hezbollah continuaram seus ataques apesar do cessar-fogo em vigor no Líbano.

Nesta quarta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, visitou tropas no sul do Líbano e prometeu "aproveitar todas as oportunidades para continuar desmantelando o Hezbollah e enfraquecê-lo ainda mais".

Entraves na negociação pela paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta e aumentou a pressão para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, apesar de ter anunciado anteriormente que suspenderia um plano para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada pela ofensiva israelense-americana contra o Irã, Teerã controla essa via estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.

Trump indicou na terça-feira, em sua plataforma Truth Social, que a possibilidade de se chegar a "um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos" colocaria a operação, conhecida como "Projeto Liberdade", que foi lançada na segunda-feira, em pausa por um curto período.

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