ESTRADA DO FUTURO
Brasil terá 1ª rodovia inteligente com wifi e recarga para elétricos
A modernização da rodovia terá investimento de R$ 192 milhões e estará pronta em 2027

São Paulo está prestes a receber a primeira rodovia inteligente do Brasil, com direito à Wi-Fi e até suporte exclusivo para veículos autônomos. Os mais de 45 km do Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), que liga Taubaté a Campos do Jordão, ainda conta com pontos de recarga para carros elétricos.
A inclusão de infraestrutura para carros autônomos é um dos elementos que distingue a SP-123 de qualquer outra rodovia do estado.
Veículos autônomos são aqueles capazes de se locomover sem a intervenção direta de um motorista humano com o uso de IA— e para operar com segurança, eles dependem de sensores, dados em tempo real e sinalizações específicas na via.
Quando deve iniciar obra?
A ordem de serviço para início das obras de modernização do equipamento foi assinada na última semana pelo Governo de São Paulo. A previsão é que os serviços tenham início na primeira quinzena de abril e sejam concluídos em 18 meses
A modernização da rodovia terá investimento de R$ 192 milhões em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a obra do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) transformará o trecho de 45 quilômetros em um corredor tecnológico e sustentável.
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As intervenções atendem a uma demanda de quase uma década da região e contemplarão cerca de 45 quilômetros de extensão, entre o km 1,2 e o km 46, em benefício de mais de 600 mil moradores de:
- Taubaté
- Pindamonhangaba
- Tremembé
- Campos do Jordão
- Santo Antônio do Pinhal.
Também serão implantadas faixas adicionais, 11,8 quilômetros de ciclovia em trecho de planície, do km 1,2 ao km 13, com passagens inferiores e superiores para ciclistas e pedestres, reforçando a segurança dos usuários.
Sustentabilidade e novas tecnologias
Além de melhorar as condições de trafegabilidade, a pavimentação da SP-123 produzirá menor impacto ambiental ao utilizar como matéria-prima o asfalto ecológico, cuja composição inclui itens recicláveis, como a borracha de pneus.
Para compensar os efeitos da obra ao longo do trajeto, o DER-SP pretende ainda reflorestar 30 hectares, com o objetivo de reduzir erosões e capturar emissões de carbono.
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