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"Somos os mais oprimidos da Copa", garante técnico do Irã após estreia

Amir Ghalenoei criticou mudanças na logística da seleção iraniana

Redação
Por Redação
Irã reclama de tratamento na Copa e cobra explicações
Irã reclama de tratamento na Copa e cobra explicações - Foto: PATRICK T. FALLON / AFP

O empate por 2 a 2 entre Irã e Nova Zelândia, na estreia das equipes pelo Grupo G da Copa do Mundo de 2026, foi acompanhado por fortes críticas do técnico Amir Ghalenoei à organização logística envolvendo a delegação iraniana durante o torneio.

Em entrevista coletiva concedida na madrugada desta terça-feira, 16, o treinador afirmou que sua equipe vem enfrentando uma série de dificuldades relacionadas a deslocamentos e mudanças de planejamento, fatores que, segundo ele, têm prejudicado a preparação dos jogadores desde antes do início da competição.

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"Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram. Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", afirmou.

As reclamações do comandante se somam aos desafios enfrentados pela seleção iraniana nos meses que antecederam o Mundial. Em razão das incertezas envolvendo vistos de entrada e do cenário de tensão diplomática entre Irã e Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol decidiu transferir sua base de preparação do Arizona para Tijuana, no México.

Após a partida disputada em Los Angeles, a expectativa da comissão técnica era permanecer nos Estados Unidos para recuperação física e preparação visando o próximo compromisso. Entretanto, de acordo com Ghalenoei, a delegação foi obrigada a retornar imediatamente ao território mexicano.

"Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora", declarou.

O treinador não apontou qual entidade teria determinado a alteração no cronograma da equipe. Até o momento, nem a Fifa nem autoridades dos Estados Unidos comentaram publicamente as acusações feitas pelo técnico iraniano.

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Desgaste físico preocupa

Durante a entrevista, Ghalenoei também relacionou a maratona de viagens ao desempenho físico dos atletas na estreia da Copa do Mundo. Segundo ele, diversos jogadores apresentaram sinais de desgaste ao longo da partida.

O treinador relatou que alguns atletas sofreram com cãibras durante o confronto e atribuiu o problema ao intenso deslocamento entre México e Estados Unidos nos últimos dias.

Apesar das críticas à logística e às condições enfrentadas pela delegação, o comandante valorizou a atuação de seus jogadores diante da Nova Zelândia e destacou a importância do ponto conquistado na abertura da fase de grupos.

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