COPA DO MUNDO
Fifa descarta gesto supremacista e arquiva investigação contra árbitro
Entidade concluiu que não houve violação disciplinar por parte de Shaun Evans após gesto


A Fifa encerrou a investigação sobre o suposto gesto de conotação supremacista atribuído ao assistente de VAR Shaun Evans durante a partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela Copa do Mundo de 2026. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 15, a entidade concluiu que não houve infração disciplinar por parte do árbitro australiano e descartou qualquer punição.
Segundo a Fifa, a apuração não identificou elementos que comprovassem uma conduta irregular do profissional: "Não encontrou evidências de violação do Código Disciplinar".
A decisão também levou em consideração o depoimento de Evans, que negou qualquer intenção de transmitir mensagens políticas, ideológicas ou discriminatórias por meio do gesto exibido nas imagens da transmissão oficial. "Intencionalmente qualquer gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo".
Em sua defesa, o árbitro afirmou que o movimento foi involuntário e ocorreu sem que ele percebesse o que estava fazendo naquele momento.
"A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um tique involuntário, subconsciente, e naquele momento eu não tinha consciência de tê-lo feito", explicou Evans.
"Entendo como o gesto foi interpretado e lamento. No entanto, quero ser muito claro e afirmar categoricamente que não fiz de forma consciente e deliberada o gesto que foi sugerido", acrescentou.
A polêmica surgiu no domingo, 14, antes da bola rolar para o confronto entre Alemanha e Curaçao, pelo Grupo E do Mundial. Durante a apresentação da equipe de arbitragem, imagens captadas na cabine do VAR mostraram Evans com o braço esquerdo estendido próximo à perna direita.
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Instantes depois, o australiano alterou a posição da mão e realizou um gesto que foi interpretado por alguns espectadores como um símbolo associado a grupos supremacistas. O sinal, amplamente conhecido como "OK", consiste na união do polegar com o indicador enquanto os demais dedos permanecem estendidos.
De acordo com a Liga Antidifamação (ADL), organização norte-americana que atua no combate ao extremismo e à intolerância, o gesto foi apropriado por grupos supremacistas brancos, que o associam às iniciais "W" e "P", em referência à expressão "White Power" ("Poder Branco").
A repercussão ganhou força rapidamente nas redes sociais, onde vídeos do momento passaram a circular acompanhados de críticas ao árbitro. Diversos usuários acusaram Evans de utilizar um símbolo ligado ao discurso de ódio.
"Isso é inaceitável", escreveu um usuário no X ao compartilhar as imagens.
"Esse símbolo foi apropriado por supremacistas brancos como um símbolo de ódio", afirmou outro internauta na mesma plataforma.
Apesar da repercussão, a Fifa entendeu que não houve evidências suficientes para caracterizar qualquer infração e considerou encerrado o caso envolvendo o integrante da equipe de arbitragem da Copa do Mundo.


