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Por HIlcélia Falcão

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ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 15 de março de 2026 às 5:04 h | Autor:

O que acontece com seu cachorro quando ele passeia todos os dias pode surpreender

Você ainda não sabe, mas precisa de um passeador de cão

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A equipe da Bora Dog é responsável por realizar passeios estruturados dos cães em Salvador
A equipe da Bora Dog é responsável por realizar passeios estruturados dos cães em Salvador -

Tem gente que nem desconfia, mas um simples passeio com seu cãozinho de estimação faz toda a diferença na vida dele. Pioneira na profissionalização da prática em Salvador, a empresária Letícia Santos, 36 anos, especialista em psicologia canina, já mudou a vida de muitos tutores e seus animais domésticos com passeios estruturados disponibilizados pela sua empresa, a Bora Dog.

“Muitos problemas de comportamento começam pela falta de rotina e estímulo adequado”, explica Letícia que costuma atender cães com obesidade, problemas articulares e dermatite atópica, uma doença de pele cujo “gatilho” tem origem em fatores comportamentais e ambientais. Na Bora Dog, os valores variam de R$ 50 (passeios avulsos) a R$ 590 (pacote mensal).

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A médica veterinária Adriana Kaufmann Andrade explica que muitas pessoas não têm a dimensão da importância do passeio para a saúde animal. Os passeios regulares, com interação com o ambiente, são de extrema importância, em questão de estresse, desenvolvimento de musculatura e comportamento”, explica Adriana, 34 anos, que é tutora de quatro cães e um gato. Os cães dela, Django, 12 anos, Chopp, 6 anos, Cocada, 6 meses e Maia, 10 anos, passeiam todos os dias com a equipe da Bora Dog.

Ela conta que até encontrar o serviço oferecido por Letícia sempre recorreu a passeadores por entender o papel da prática na vida dos seus animais. Ela orienta os tutores a fazer o mesmo, caso não possam ter uma rotina de passeios que vá além do xixi na rua.

Para manter em dia a saúde do american staffordshire Duk, 3 anos e meio, a advogada Ana Maria Cajueiro, 36 anos, recorre ao serviço há cerca de 2 anos. Graças a um investimento médio de R$ 900 por mês, Duk está socializado e saudável. “Por ser um animal de médio porte com uma força acima da média, ele demanda cuidados e atenções especiais. A preocupação com o bem estar dele e a segurança de todos ao redor sempre nos conduziu a trabalhar a sociabilidade dele”, explica.

Duk passeia de 4 a 5 vezes com a equipe da Bora Dog, e é acompanhado por um profissional de comportamento animal, o veterinário Rafael Ramos, da Cão de Ouro. O combo de cuidados assegura um nível de socialização que faz de Duk um animal equilibrado e saudável.

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Cachorro feliz

A combinação de gasto calórico e adestramento torna o passeio educativo. “Ensino o cachorro a interagir com outros animais e pessoas, a socializar, a lidar com barulhos, num passeio que dura, em média, 50 minutos”, explica o passeador Pedro Gabriel, 20 anos, estudante de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e que tem formação como passseador e adestrador de cães. Proprietário da Dog Feliz, ele oferece o serviço avulso por R$ 40 a R$ 55 ou pacotes de R$ 500 mensais.

Segundo ele, muitos tutores que não têm tempo recorrem ao serviço. Antes de fechar o trabalho, Pedro faz uma entrevista com o tutor para entender o histórico de saúde e comportamento do animal. Em alguns casos, coloca a comida e água dos bichinhos. Os clientes são municiados por relatórios que a Dog Feliz envia com detalhamento do desempenho do pet.

Letícia é pioneira no serviço de ‘Dog Walker’ em Salvador
Letícia é pioneira no serviço de ‘Dog Walker’ em Salvador | Foto: Arquivo pessoal

Inspiração

Praticamente uma novidade em Salvador, a profissão de passeador de cães (dog walker) é uma realidade em muitos países desenvolvidos. E já inspirou muita gente no Brasil. Foi assim que a hoje médica veterinária integrativa Viviane Abreu, 38 anos, iniciou o trabalho aos 13 anos de idade. “Fui a primeira passeadora de cães de Salvador, há 25 anos, com 13 para 14 anos; eu queria empreender, amava animais e uma prima minha me sugeriu após conhecer o serviço ao morar em Londres”, conta ela, que tinha quatro clientes no Rio Vermelho.

O caso de Viviane é semelhante ao de Pedro Gabriel, hoje proprietário da Dog Feliz que começou na profissão de passeador ainda adolescente, aos 15 anos. Hoje, depois de muitos cursos de comportamento canino, entrou na Faculdade de Medicina Veterinária e tem no serviço de dogwalker a sua principal renda. Apaixonado pelo que faz, ele dá um recado aos tutores: “Olhem mais pros cães de vocês, cuidem deles, o que eles sabem do mundo é por causa da gente”.

DR. PET/TIRA DÚVIDAS

Entenda como funciona o serviço de ‘Dog Walker’

Quais os principais problemas dos clientes que usam o serviço de Dog Walker?

Problemas comportamentais, com cães com dificuldade de socialização, além de obesidade e problemas articulares.

Como é feito o trabalho?

O passeio estruturado envolve caminhada, disciplina e amor. O serviço inicia com uma visita avaliativa, onde é feita a análise do comportamento do cão. Depois é estruturada a logística do atendimento e adaptação.

De que forma ocorre o passeio em matilha?

Com a evolução do animal, alguns passam a integrar a matilha, o que traz benefícios de socialização, aumento da autoconfiança e melhora no comportamento.

Fonte: Letícia Santos, terapeuta canina

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