BAHIA
STF: ACB entra como amiga da Corte em defesa da Lei de Licenciamento Ambiental
Entidade baiana ingressou com uma ação sobre a regra

Por Redação

A Associação Comercial da Bahia (ACB) decidiu ingressar com uma ação, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental.
A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (IBRADES), reforça a posição institucional da ACB em defesa da constitucionalidade da norma, da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória.
Por que a ACB defende a nova lei?
A ACB diz que a Lei Geral de Licenciamento Ambiental não flexibiliza a proteção ambiental, mas organiza e moderniza um sistema regulatório historicamente baseado em normas infralegais, o que tem gerado insegurança jurídica.
Para a entidade, a norma estabelece as seguintes questões:
- Dar segurança jurídica: Regras claras para empresas e órgãos ambientais.
- Modernizar o sistema: Substituir normas antigas por uma lei atual e transparente.
- Desenvolvimento Sustentável: Equilibrar o crescimento da economia com a responsabilidade ambiental.
A presidente da entidade, Isabela Suarez, defende que "uma Lei Geral de Licenciamento clara e bem estruturada é essencial para garantir responsabilidade ambiental, eficiência administrativa e segurança jurídica no país".
O que está em jogo no STF?
A chamada ADI 7.913 (Ação Direta de Inconstitucionalidade) enviada pela entidade baiana questiona se a nova regra cumpre todas as exigências de proteção ao meio ambiente.
A ACB ingressou como Amicus Curiae — uma expressão jurídica que significa "Amiga da Corte" — para oferecer argumentos técnicos que ajudem os ministros a manter a lei em vigor.
Para George Humbert, presidente do IBRADES e vice-presidente da ACB, o debate precisa ser conduzido com base técnica.
“A lei fortalece o federalismo cooperativo e diferencia procedimentos conforme o grau de impacto ambiental. O setor produtivo organizado quer regras claras, previsíveis e responsáveis”, declarou.
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Na petição protocolada junto ao relator, ministro Alexandre de Moraes, a ACB e o IBRADES defendem que a lei promove avanços em segurança jurídica, eficiência administrativa e desenvolvimento sustentável, sem comprometer o núcleo essencial da tutela ambiental.
As entidades destacam que o licenciamento ambiental não é um instituto constitucionalmente engessado e que o STF já reconheceu a flexibilidade do legislador para atualizar instrumentos de proteção ambiental.
Quando será julgamento da ação?
O julgamento da ADI ainda não tem data definida. As entidades solicitaram sustentação oral no STF para contribuir tecnicamente com o debate.
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