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EMERGÊNCIA

São Félix é obrigado a traçar plano de emergência contra analfabetismo

Recomendação impõe prazos rigorosos para adequação de políticas públicas

Rodrigo Tardio
Por
Zé Geraldo, prefeito de São Félix (Solidariedade)
Zé Geraldo, prefeito de São Félix (Solidariedade) -

A educação pública do município de São Félix, Recôncavo Baiano, entrou no radar das autoridades de controle de forma alarmante. O Ministério Público da Bahia (MP) emitiu uma recomendação contundente ao prefeito Jose Geraldo Tosta Albergaria da Silva, chamado também de Zé Geraldo (Solidariedade) e à secretária municipal da Educação, Jossilane Siqueira Silva, exigindo uma reestruturação profunda nas políticas de alfabetização.

O documento não apenas orienta mudanças, mas expõe a fragilidade dos indicadores atuais e a necessidade de medidas "de socorro" para garantir o aprendizado das crianças.

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Omissão

O ponto mais crítico da intervenção é a exigência de um plano emergencial de 10 semanas para a recomposição da aprendizagem.

A imposição de um cronograma de curto prazo revela uma realidade incômoda, que é o sistema de ensino municipal não está conseguindo alfabetizar os alunos na idade certa.

Além do reforço escolar, o MP exige o cumprimento rigoroso da carga horária mínima anual e a inclusão efetiva de estudantes com deficiência, sugerindo que o município tem falhado em direitos básicos garantidos pela Constituição e pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

Gestão sob vigilância

A recomendação obriga a prefeitura a tirar a educação do isolamento. Entre as medidas impostas estão a adesão ao Programa Bahia Alfabetizada e alinhamento com diretrizes estaduais e nacionais; transparência absoluta, com a obrigatoriedade de participação em exames externos e divulgação de resultados e investimento em formação, focando na capacitação continuada dos professores que atuam na ponta do sistema.

Consequências jurídicas

O caráter da recomendação é "preventivo", mas o aviso é explícito: o descumprimento servirá como prova de omissão consciente. Isso significa que o prefeito e a secretária podem responder judicialmente por negligência, com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) utilizando o documento para embasar futuras rejeições de contas ou ações de improbidade administrativa.

"A atuação dos órgãos de controle vai ser pautada pela resposta da prefeitura a estas orientações", reforça o texto do MP, deixando claro que o tempo do amadorismo na pasta da Educação de São Félix chegou ao fim.

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Tags

Alfabetização. Direitos da Educação educação pública Ministério Público da Bahia políticas educacionais são félix

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