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JUSTIÇA

Última audiência de Arquidiocese e Devoção do Bonfim acaba sem acordo

TJBA tentou conciliação entre a Arquidiocese de Salvador e a Devoção do Senhor Bom Jesus do Bonfim

Da Redação
Por Da Redação
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Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

O desembargador Jorge Barretto, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), mediou a quarta e última audiência de tentativa de conciliação entre a Arquidiocese de Salvador e a Devoção do Senhor Bom Jesus do Bonfim.

Não se chegou a um consenso e, com isso, o processo seguirá o caminho legal previsto. A terceira tentativa havia sido guiada por representantes do Ministério Público da Bahia (MP-BA) no final de maio.

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O processo, que está em fase de instrução e tenta resolver conflitos administrativos entre os entes, foi conduzido pelo desembargador para chegar a um acordo entre as partes por meio de conciliação, principalmente por se tratar de um tema tão importante para a cultura baiana, como a religiosidade.

O Magistrado ressaltou, para os presentes na audiência, que as tentativas não foram tempo perdido pelo Judiciário baiano e que algo muito importante foi iniciado com a ação: o diálogo entre as partes. “Todos nós plantamos, aqui, sementes que vão frutificar, talvez não agora, mas, com certeza, no futuro”, destacou.

Divergências

Os conflitos entre o Jorge Nunes Contreiras, antigo líder da devoção e o padre Edson Menezes, há 16 anos à frente da Basílica do Senhor do Bonfim, ganharam força em maio de 2023, quando o juiz da Irmandade determinou uma série de exigências ao padre.

O registro do padre como empregado da Irmandade, a proibição de tomar posse de valores relacionados às coletas diárias feitas pela igreja e o fim do comércio de itens, como a água benta, nas dependências do lugar religioso foram algumas das razões para a disputa.

Em agosto de 2023, o padre Edson Menezes, que cuidava de projetos na gestão da Irmandade Devoção do Senhor do Bonfim deixou a função após decisão de intervenção da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Na ocasião, foi determinado o afastamento do juiz da Irmandade, Jorge Nunes Contreiras. Com isso, o padre Edson Menezes deixou o cargo de capelão, mas seguiu como reitor da Basílica.

No início de novembro daquele mesmo ano, a intervenção foi suspensa após decisão liminar concedida pela Justiça. Uma semana depois, o TJ-BA derrubou a liminar. Após nova eleição, Fernando José Máximo Moreira é o atual juiz da Irmandade.

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arquidiocese de salvador conciliação cultura baiana religiosidade Senhor Bom Jesus do Bonfim Tribunal de Justiça da Bahia

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