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Festa da Independência de Itaparica agita público com shows lotados

BaianaSystem, Jota Quest e Mc Livinho marcam presença no segundo dia do festival

Manoela Santos
Por Manoela Santos
O evento segue até o domingo
O evento segue até o domingo - Foto: Giulia Gazar

Em 7 de janeiro de 1823, Itaparica inscreveu seu nome na história como símbolo de resistência, força e obstinação popular ao protagonizar uma batalha decisiva para o desfecho vitorioso das lutas pela Independência do Brasil na Bahia. Essa memória segue viva e é celebrada nos festejos da cidade, que em 2026 marcam os 203 anos da Independência do município com uma programação que reúne tradição, cultura e grandes atrações musicais.

As comemorações começaram na terça-feira, 6 de janeiro, com a abertura da programação cívica e cultural marcada pela tradicional puxada do Carro dos Caboclos, que percorre o Centro Histórico iluminada pelos fachos acesos dos moradores. Já na quarta-feira, 7 de janeiro, data magna da cidade, a programação seguiu ao longo de todo o dia com o hasteamento da bandeira, a missa solene e a oração do Te Deum na Igreja Matriz, além do grande cortejo do Carro dos Caboclos, reunindo grupos culturais e manifestações populares. À noite, o Auto da Roubada da Rainha e os shows no Campo Formoso, com nomes como Geraldo Azevedo, Maria Gadú, Toni Garrido e Luiz Caldas, além de banda local, encerraram o dia.

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Na quinta-feira, 8 de janeiro, a equipe de A TARDE acompanhou de perto o segundo dia do festival “7 de Janeiro Itaparica”, marcado pela diversidade musical, com ritmos que transitaram do rock ao samba.

BaianaSystem abre a festa e reafirma laços com Itaparica

A banda BaianaSystem foi responsável por abrir a noite e evidenciou a importância da cultura local ao convidar o grupo dos Caboclos de Itaparica para a abertura do show. A apresentação também reforçou a relação histórica da banda com o território, já que a Ilha de Itaparica foi ponto de partida para o processo criativo do álbum O Futuro Não Demora (2019). A imersão na região, berço do escritor João Ubaldo Ribeiro, influenciou diretamente a atmosfera atemporal do trabalho.

O vocalista Russo Passapusso destacou a relevância simbólica da ilha para a trajetória da banda. “Não é de hoje que a Itaparica banha e mostra para a gente uma visão de mundo diferente. Não é de hoje que a gente aprende mais sobre a cultura popular, sobre música, sobre muitas histórias”, afirmou.

Durante o show, a banda também abriu espaço para a reivindicação estudantil pela construção de uma universidade pública em Itaparica. Russo ressaltou a importância da iniciativa ao afirmar que “tem que ter uma universidade em Itaparica”, destacando que a presença de uma instituição de ensino superior na ilha pode fortalecer ainda mais a produção cultural local.

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O guitarrista e idealizador da banda, Beto Barreto, definiu a apresentação como “a coisa mais importante desse ano” e relembrou a ligação afetiva do grupo com a cidade. Segundo ele, a banda mantém essa relação desde 2018, período em que O Futuro Não Demora foi criado na ilha, ressaltando o simbolismo de tocar na festa do 7 de Janeiro e o sentido de independência e resistência do povo itaparicano.

Clássicos que atravessam gerações

A festividade seguiu com o show da banda Jota Quest, que levou ao palco sucessos que marcaram os 30 anos de carreira do grupo, como Só Hoje, Dias Melhores, Amor Maior e O Sol, mobilizando o público que lotou a praça. No cenário histórico de Itaparica, a apresentação foi marcada pela interação com a plateia e pela celebração do encontro entre diferentes gerações.

O vocalista Rogério Flausino destacou a satisfação em participar do festival e ressaltou a atmosfera do evento. “A gente tá muito feliz de tá aqui, participando do festival, são muitos dias de festa, mas aqui no meio da praça”. Ele também comentou sobre a experiência de compartilhar o evento com a BaianaSystem, lembrando a trajetória do grupo baiano. “A gente conhece os meninos já há algum tempo, quando eles estavam começando, virou esse sucesso todo. Então é bacana vê-los aqui”, disse.

O cantor também relembrou o lançamento do primeiro disco da banda, que completa 30 anos em 2026, e adiantou os planos para celebrar a data. Segundo ele, o grupo decidiu relançar o álbum dentro das comemorações e prepara um projeto especial em homenagem a Tim Maia. “Nós resolvemos, inclusive, esse ano, dentro das celebrações de 30 anos desse disco, relançá-lo”, contou. Sobre o novo trabalho, detalhou: “Nós estamos fazendo um disco em homenagem ao Tim Maia, um disco inteiro. Tim Maia, que era o rei da soul music”.

Flausino explicou ainda que a escolha dialoga com a origem sonora da banda. “A banda começou muito nessa praia de tocar funk, soul, disco, essas coisas, que o Tim Maia foi o cara que abrasileirou isso”, afirmou. O álbum, segundo o vocalista, está em fase final de produção e tem lançamento previsto para março, integrando o conjunto de ações comemorativas da trajetória do Jota Quest.

O funk toma a praça

A noite seguiu com o show do MC Livinho, que conquistou o público mais jovem com músicas que se tornaram tendências nas redes sociais. O artista agradeceu a recepção calorosa e afirmou que pretende retornar à cidade em outras ocasiões. “ Público sensacional, amei, um dos melhores locais que eu já cantei assim, que energia surreal, eu pretendo vir mais vezes”, disse.

O artista também anunciou novos projetos para 2026. “Com certeza vão vir mais hits, vir mais projetos, videoclipes,.Estamos num projeto aí de show grande que a gente vai lançar aí um DVD novo. Temos bastante coisas aí”.

Encerrando a programação da noite, Kart Love levou ao palco o arrocha e a sofrência, seguido pelo Samba do Peu, que fechou o segundo dia do festival.

Programação segue até domingo

Para quem ainda não conseguiu curtir, a festa segue até o dia 11 de janeiro. Nesta sexta-feira, 9, o palco do Campo Formoso recebe Calcinha Preta, O Kanalha, Unha Pintada e Mambolada. No sábado, 10, a programação continua com Ludmilla, em sua primeira apresentação no município, além de Carlinhos Brown, Daniel Vieira, Fantasmão e Simples Natural. O encerramento acontece no domingo, 11, com Mari Fernandez, Olodum, Benza Deus, Kevi Jhony e banda local, fechando o ciclo festivo da Independência de Itaparica.

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