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ÍCONE DAS NOVELAS

Morre Manoel Carlos, autor de grandes sucessos da TV brasileira

Autor faleceu aos 92 anos, no Rio

Bianca Carneiro e Luiza Nascimento

Por Bianca Carneiro e Luiza Nascimento

10/01/2026 - 20:03 h | Atualizada em 10/01/2026 - 21:47
Autor morreu neste sábado, 10
Autor morreu neste sábado, 10 -

Um dos maiores ícones da televisão brasileira, morreu neste sábado, 10, o autor, diretor, produtor e escritor Manoel Carlos, aos 92 anos, no Rio de Janeiro.

Maneco, como era conhecido, estava no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava da Doença de Parkinson, que no último ano, afetou seu desenvolvimento motor e cognitivo. A informação da morte foi confirmada pelo perfil Boa Palavra:

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"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos. O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado".

Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista de novelas Maria Carolina. O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos.

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Relembre a trajetória de Manoel Carlos

Manoel Carlos Gonçalves de Almeida nasceu em São Paulo, em 14 de março de 1933. Filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo de Almeida, teve sua trajetória detalhada no dossiê dedicado ao autor no acervo Memória Globo.

A vida profissional começou cedo. Aos 14 anos, Manoel Carlos já trabalhava como auxiliar de escritório. Paralelamente, frequentava a Biblioteca Municipal de São Paulo, onde integrava um grupo de jovens interessados em literatura e teatro. Entre os participantes estavam nomes que mais tarde se tornariam referências da dramaturgia brasileira, como Fernanda Montenegro e Fernando Torres.

Embora tenha se consagrado nos bastidores, sua primeira experiência na televisão foi diante das câmeras. Em 1951, aos 17 anos, estreou como ator no programa “Grande Teatro Tupi”, dando início a uma relação duradoura com a TV.

Entre 1953 e 1959, atuou em diferentes funções e emissoras. Passou pela TV Record, TV Rio, TV Tupi e TV Itacolomi, em Minas Gerais, além de colaborar com o Jornal do Commercio, de Pernambuco, e integrar as últimas produções da TV Excelsior.

Nesse período, participou da criação e dos roteiros de programas que se tornariam clássicos da televisão brasileira, como “Chico Anysio Show”, “O Homem e o Riso”, “Equipe A”, “Hebe Camargo”, “O Fino da Bossa” e “Família Trapo”. Nessas produções, trabalhou ao lado de nomes como Chico Anysio, Jô Soares e Carlos Alberto da Nóbrega.

A entrada na TV Globo aconteceu em 1972, quando assumiu a direção-geral do programa “Fantástico”. Seis anos depois, em 1978, estreou como autor de novelas com “Maria, Maria”, adaptação do livro “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha. A trama, protagonizada por Nívea Maria e dirigida por Herval Rossano, foi exibida no horário das 18h.

A primeira novela totalmente autoral veio em 1981, com “Baila Comigo”, produção que apresentou ao público a primeira Helena de sua obra, personagem interpretada por Lilian Lemmertz.

As novelas mais famosas de Manoel Carlos

Imagem ilustrativa da imagem Morre Manoel Carlos, autor de grandes sucessos da TV brasileira
| Foto: Reprodução | TV Globo

Ao longo da carreira, Manoel Carlos escreveu algumas das novelas mais marcantes da teledramaturgia brasileira, entre elas:

  • “Sol de Verão” (1982)
  • “Felicidade” (1991)
  • “História de Amor” (1995)
  • “Por Amor” (1997)
  • “Laços de Família” (2000)
  • “Mulheres Apaixonadas” (2003)
  • “Páginas da Vida” (2006)
  • “Viver a Vida” (2009)
  • “Em Família” (2014), que marcou sua despedida da televisão

Além dos folhetins, foi responsável por minisséries de grande repercussão, como “Presença de Anita” (2001) e “Maysa – Quando Fala o Coração” (2009), e também pelo seriado “Malu Mulher” (1979).

Na vida pessoal, Manoel Carlos teve três casamentos. Sua terceira esposa foi Bety Almeida, com quem permaneceu por mais de três décadas.

As Helenas de Manoel Carlos

Manoel Carlos construiu uma marca autoral ao transformar suas protagonistas em variações de uma mesma essência: as famosas Helenas.

Ao contrário do que muitos imaginam, o nome Helena não surgiu como homenagem a alguém de sua vida pessoal. O próprio autor esclareceu essa escolha no programa “Tributo a Manoel Carlos”, lançado pelo Globoplay em comemoração aos seus 91 anos. Em depoimentos exibidos na produção, Maneco explicou que a decisão estava ligada a referências simbólicas e culturais.

“As pessoas realmente têm muita curiosidade de saber. Dizem ‘foi sua mãe, uma irmã, uma namorada, uma primeira mulher’. Nada disso. Helena é apenas um nome que eu acho mais apropriado a um personagem do que a uma pessoa real”, afirmou.

Segundo o autor, a inspiração vinha principalmente da mitologia. “Talvez porque eu sempre gostei de mitologia. A Helena mitológica é fantástica. E aquela história toda da Helena de Tróia ter sido uma mulher raptada, casada com o raptor, divorciada e voltou a viver com o marido depois de separar-se dele... Tudo isso me deu uma coisa, uma magia muito interessante, que me cativou muito”, explicou.

Ao longo da carreira, diversas atrizes deram vida às Helenas criadas por Manoel Carlos. A primeira foi Lílian Lemmertz, em Baila Comigo (1981). Na trama, ela interpretava a mãe de Quinzinho e João Victor, personagem vivido por Tony Ramos, e era obrigada a se separar de um dos filhos por causa de sua condição social.

Em Felicidade (1991), Maitê Proença assumiu o papel, vivendo uma mulher que engravida de Álvaro, novamente interpretado por Tony Ramos, e enfrenta os conflitos com a esposa dele, Débora, personagem de Vivianne Pasmanter, além da relação com a filha Bia, vivida por Tatyane Goulart.

Já em História de Amor (1995), Regina Duarte interpretou a Helena que mantinha uma relação intensa e turbulenta com a filha Joyce, vivida por Carla Marins, ao mesmo tempo em que sofria no amor com o médico Carlos, personagem de José Mayer.

Na novela Por Amor (1998), Regina Duarte voltou ao papel em uma das histórias mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira. Na trama, sua personagem engravida ao mesmo tempo que a filha Eduarda, interpretada por Gabriela Duarte. Após a perda do bebê pela filha, a mãe decide entregar o próprio filho e assumir a dor como se fosse sua.

Em Laços de Família (2000), a Helena vivida por Vera Fischer é mãe de Camila, personagem de Carolina Dieckmann, que descobre ter leucemia. Para tentar salvar a filha por meio de um transplante de medula, Helena engravida de Pedro, vivido por José Mayer, na esperança de gerar um doador compatível.

Christiane Torloni foi a sexta Helena, em Mulheres Apaixonadas (2003). Na novela, ela vive um casamento de 15 anos com Téo, interpretado por Tony Ramos, e decide se separar para recomeçar a vida ao se permitir um novo amor.

Em Páginas da Vida (2006), Regina Duarte voltou novamente ao papel. Dessa vez, a personagem era mãe de Clara, uma criança com síndrome de Down rejeitada pela avó, Marta, interpretada por Lilia Cabral.

Viver a Vida (2009) marcou a estreia de uma Helena mais jovem, vivida por Taís Araújo. Na história, a modelo se envolve com Marcos, personagem de José Mayer, mas ao longo da trama se vê dividida emocionalmente ao se aproximar de Bruno, vivido por Thiago Lacerda.

A última Helena criada por Manoel Carlos surgiu em Em Família (2014), novela que marcou sua despedida das telenovelas. A protagonista foi interpretada por Julia Lemmertz, filha de Lílian Lemmertz, a primeira atriz a viver a personagem. Na trama, Helena é uma leiloeira de personalidade forte que sofre ao ver a filha Luiza, interpretada por Bruna Marquezine, se envolver com o flautista Laerte, vivido por Gabriel Braga Nunes.

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Tags:

cultura brasileira falecimento Globo Manoel Carlos telenovela televisão brasileira

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