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Pomada vaginal pode prejudicar jogadores de futebol; entenda

Os atletas podem ser retirados dos jogos devido a um componente do medicamento

Franciely Gomes
Por
A substãncia contida na pomada pode ser apontada no exame antidoping
A substãncia contida na pomada pode ser apontada no exame antidoping -

Aparentemente inofensiva, a pomada vaginal pode ser um item prejudicial para os jogadores de futebol. Usados durante o tratamento de lesões na região íntima, alguns cremes ginecológicos podem conter substâncias que são apontadas em exames antidoping, impedindo o atleta de disputar uma partida.

Estes exames são realizados após relações sexuais e tem a função de detectar substâncias ou métodos proibidos, que podem dar possíveis vantagens ao atleta durante os jogos de futebol.

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Segundo a ginecologista Ticiana Cabral, o maior risco acontece em pomadas que possuem corticosteróides, hormônios ou substâncias com ação anti-inflamatória. “Os componentes mais associados a problemas em exames antidoping são: corticosteróides, hormônios ou derivados hormonais e algumas substâncias com potencial de absorção sistêmica quando usadas em mucosas”, disse ela, em entrevista ao Portal A TARDE.

A médica ainda explicou que pomadas ginecológicas mais simples não prejudicam os atletas, mas é importante estar em alerta. “Pomadas simples, como antifúngicos isolados, em geral oferecem menor risco, mas o problema é que muitas fórmulas combinam esses ativos”, afirmou.

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Virginia Fonseca e Vini Jr

O assunto veio à tona na web nesta terça-feira, 3, após a influenciadora Virginia Fonseca revelar que está proibida de usar certos medicamentos por causa do namorado, o jogador Vinicius Jr, que atualmente defende o Real Madrid.

Em entrevista, a famosa afirmou que sempre precisa informar as substâncias usadas para a médica do atleta. “Por exemplo, se eu fui ao ginecologista e tenho que usar alguma pomada, tem que passar pela fisio (fisioterapeuta) dele, porque talvez possa cair no doping”, contou ela ao jornalista Leo Dias.

“Quando ele me falou isso, eu comecei a tremer. Eu falei: gente, será que eu usei alguma coisa que eu não podia? Juro, comecei a tremer. Agora, tudo que eu penso em cogitar usar, eu tenho que mandar para os fisios dele”, completou.

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Ciente do caso, Ticiana explicou que o recomendado é evitar relações sexuais durante o uso de algum creme ginecológico. “Do ponto de vista ginecológico, em muitos casos não é recomendado [manter relação durante o tratamento], pois o medicamento pode perder eficácia, causar irritação ou ser transferido para o parceiro”, disparou.

“Quando existe a possibilidade de doping, a recomendação é evitar relações durante o tratamento ou usar preservativo, especialmente se o parceiro for atleta profissional”, reforçou a Dra.

Atletas pegos no doping

Os cuidados redobrados dos médicos dos jogadores surgiram após alguns casos nos anos 2000. O primeiro deles foi o do meia Assis, ex-jogador do Fluminense e Corinthians, que testou positivo para a substância clostebol durante o exame.

Na época, a defesa do jogador alegou que o elemento foi absorvido por seu corpo através da relação sexual com sua esposa, que utilizava a pomada vaginal Trofodermin para tratamento ginecológico, o que o fez ser absolvido da acusação e liberado para praticar suas atividades normalmente.

O mesmo aconteceu com outro jogador do Fluminense, Roberto Brum, em 2001. Além do lateral-esquerdo Rubens do Paysandu, que também testou positivo para a mesma substância dos colegas de profissão.

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