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Novembro Azul: câncer de próstata mata a cada 38 minutos no Brasil

Na Bahia foram registradas 2.122 hospitalizações pela doença

Priscila Dórea
Por Priscila Dórea
Imagem ilustrativa da imagem Novembro Azul: câncer de próstata mata a cada 38 minutos no Brasil
Foto: Divulgação

A cada 38 minutos, uma pessoa morre em decorrência do câncer de próstata no Brasil, aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Hoje, cerca de 72 mil casos são notificados por ano no país e, por isso, o Novembro Azul busca alertar a sociedade sobre os riscos de não manter os exames em dia — o que vale, inclusive, para as mulheres trans que mantêm a próstata. Na Bahia, o número de internações preocupa: em 2024, foram registradas 2.122 hospitalizações pela doença, 575 delas em Salvador.

“Cuidar da saúde é um ato de coragem e o Novembro Azul tem como principal objetivo lembrar que cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, mas sim uma atitude de responsabilidade e amor à vida. Segundo pesquisa realizada em 2023, menos da metade dos homens brasileiros com idade de até 45 anos faz exames periódicos. Por isso, a campanha incentiva hábitos preventivos, estimula consultas médicas regulares e ajuda a quebrar tabus que afastam muitos homens dos consultórios”, explica o médico urologista Humberto Ferraz, presidente da Seção Bahia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que promove a campanha.

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O diagnóstico precoce do câncer de próstata aumenta muito as chances de cura e de tratamentos menos invasivos, como foi o caso do servidor público federal aposentado Eduardo Catarino, 69 anos. “Fiz ressonância com contraste, biópsia guiada por imagem e veio o diagnóstico: carcinoma da próstata. Em abril de 2018, fiz a cirurgia robótica. Graças a Deus e à equipe médica, não precisei de quimio nem rádio, não tive sequelas, nem incontinência ou disfunção erétil”, conta o aposentado.

E essa atenção também deve vir das mulheres trans. “Embora o risco seja diminuído pelo uso prolongado de hormônios femininos, as mulheres trans que mantêm a próstata podem desenvolver câncer prostático. A prevenção não tem gênero: todas as pessoas com próstata precisam ser orientadas e acompanhadas com respeito e informação adequados”, afirma o médico.

Humanizado

Ter esse atendimento humanizado é essencial também para as mulheres trans. “Mas, infelizmente, ainda enfrentamos barreiras”, afirma a cantora e compositora, Meg Azevêdo.

“No início da transição, quando ainda temos uma apresentação masculina, é essencial procurar um urologista. Só que muitos profissionais não têm preparo para lidar com questões de gênero e sexualidade. Muitas evitam o urologista porque sabem que serão tratadas como alguém sem importância”, explica Meg.

E, nesse Novembro Azul, vale mais um alerta: na maioria dos casos, o câncer de próstata não causa sintomas nas fases iniciais, o que torna o acompanhamento médico essencial. “Quando aparecem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, jato fraco, necessidade de urinar várias vezes, presença de sangue na urina ou no sêmen e, em casos avançados, dor óssea. A SBU recomenda que homens a partir dos 50 anos, ou a partir dos 45, se forem negros ou tiverem histórico familiar da doença, conversem com o urologista sobre a realização do exame de PSA e o toque retal”, aconselha o urologista Humberto Ferraz.

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Bahia Câncer de Próstata novembro azul prevenção Saúde Masculina

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