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Alerta! Esses comerciais fazem o seu filho engordar com facilidade

Pesquisa aponta risco reais oferecidos por comerciais

Edvaldo Sales
Por
Alimentos ultraprocessados
Alimentos ultraprocessados - Foto: Freepik

Um estudo realizado no Reino Unido e apresentado em maio no Congresso Europeu de Obesidade, em Málaga, na Espanha, apontou que basta um curto intervalo de cinco minutos assistindo a propagandas de alimentos ultraprocessados para que crianças e adolescentes consumam, em média, 130 calorias a mais ao longo do dia, que equivale a duas fatias de pão.

Esse impacto, segundo os pesquisadores, foi observado independentemente do tipo de mídia e reforça a urgência de políticas públicas para restringir a publicidade de junk food voltada ao público infantil.

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A professora Emma Boyland, membro do Departamento de Psicologia e do Grupo de Pesquisa sobre Apetite e Obesidade da Universidade de Liverpool, que coordenou o estudo, destacou que “o estudo comparou os diferentes tipos de mídia: audiovisual, televisão, postagens nas redes sociais, áudio, como os podcasts, e estáticos, como os outdoors. Foi possível concluir que o efeito sobre a alimentação foi similar”.

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Para chegar aos resultados, foram recrutados 240 voluntários com idades entre 7 e 15 anos que em duas ocasiões foram expostos a cinco minutos de anúncios de fast food. Então, os pesquisadores mediram a quantidade de calorias dos lanches e almoços subsequentes dos participantes.

Os pesquisadores observaram que eles consumiram cerca de 58,4 calorias a mais nos lanches e cerca de 72,5 calorias a mais nos almoços, resultando em um aumento médio de 130 calorias diárias. O mesmo não aconteceu após entrarem em contato com propagandas de produtos não alimentícios.

Boyland destacou que os conhecimentos obtidos com o estudo ajudarão na elaboração de políticas públicas urgentes de marketing de alimentos restritivas que possam proteger a saúde das crianças.

“Também indicam que devemos pensar de modo mais amplo sobre o ambiente midiático ao qual as crianças estão expostas e as regulamentações devem ser abrangentes e preparadas para o futuro”, afirmou.

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nutrição Obesidade Saúde

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