PREOCUPANTE
Salvador só tem uma praia própria para banho; saiba qual é
Boletim aponta que diversos praias estão com águas impróprias

Por Edvaldo Sales

Salvador tem atualmente apenas uma praia própria para banho, segundo o Boletim de Balneabilidade divulgado na sexta-feira, 23, pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Dos 38 trechos analisados na capital baiana, somente a praia de Cantagalo apresentou condições adequadas para uso recreativo.
A análise aponta que diversos locais estão com águas impróprias, incluindo São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Marina Contorno, Porto da Barra, Santa Maria, Buracão, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares, Lagoa de Pituaçu, Piatã, Placafor, Lagoa do Abaeté, Farol de Itapuã e Stella Maris.
Outras praias tiveram mais de um ponto considerado impróprio para banho. É o caso do Farol da Barra, nas imediações do Barravento e da escada de acesso na Rua Dias D’Ávila; de Ondina, com trechos comprometidos próximos à escada em frente à Rua Milton Santos, ao posto BR, ao Hotel Bahia Sol e ao Morro da Sereia; e do Rio Vermelho, tanto ao lado do Morro da Paciência quanto em frente à escada próxima à Igreja de Nossa Senhora de Santana.
Em Amaralina, os pontos considerados inadequados ficam atrás da Escola Cupertino de Lacerda e em frente à Rua do Balneário. Já em Itapuã, os trechos afetados estão localizados próximo à escada de acesso em frente à Rua Sargento Waldir Xavier e nas proximidades da Sereia de Itapuã. No Flamengo, a restrição atinge áreas em frente às barracas Doce Vida e da Pipa.
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A legislação ambiental determina que a água só é considerada própria quando, em pelo menos 80% das amostras coletadas ao longo das cinco semanas anteriores, o índice não ultrapassa 800 unidades de Escherichia coli por 100 ml — bactéria associada a infecções urinárias e gastrointestinais. No levantamento mais recente, os níveis encontrados em Salvador superaram esse limite.
Segundo o Inema, o aumento da frequência de banhistas nas últimas semanas, impulsionado pela extensão dos feriados de Natal e Ano Novo, contribuiu para o agravamento do problema. “Esse cenário, aliado à ocorrência de chuvas ocasionais em Salvador e na Região Metropolitana, favoreceu o carreamento de material orgânico para rios, lagoas e para o mar, impactando negativamente a qualidade das águas”.
Há ainda a possibilidade de que a situação seja mais antiga do que o relatório indica. Entre junho e o início de novembro do ano passado, o monitoramento da balneabilidade foi interrompido devido a entraves contratuais, o que pode ter mascarado a real condição das praias nesse período.
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