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Ordem dos trios: Daniela Mercury pode voltar à Justiça após polêmica no Carnaval

Esposa da cantora, Malu Verçosa afirmou que está em diálogo com Conselho Municipal do Carnaval

Edvaldo Sales, Victoria Isabel e Franciely Gomes
Por Edvaldo Sales, Victoria Isabel e Franciely Gomes
| Atualizada em
Daniela Mercury
Daniela Mercury - Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

A disputa envolvendo aordem dos trios no Carnaval de Salvador 2026 teve novos desdobramentos nesta quinta-feira, 21, quando a jornalista e empresária Malu Verçosa afirmou que o Bloco Crocodilo, comandado por sua esposa, Daniela Mercury, poderá recorrer novamente à Justiça caso não haja um acordo com o Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar).

Em entrevista ao portal A TARDE, durante o VIII Fórum do Carnaval de Salvador, ela afirmou que realizou um levantamento histórico sobre a ordem dos desfiles no circuito Barra-Ondina e apontou supostas irregularidades na posição ocupada pelo bloco de Daniela Mercury.

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“A gente está em conversa com o Comcar. Após o Carnaval, fiz um levantamento histórico das posições do desfile e está muito claro que o que está acontecendo acontece de forma irregular. Então eu já fiz pós carnaval um pedido ao Comcar, que deve responder até o fim de maio, explicando essa dinâmica dos últimos 30 anos e por que o bloco Crocodilo foi colocado tão atrás”, afirmou.

Jornalista e empresária Malu Verçosa
Jornalista e empresária Malu Verçosa - Foto: Edvaldo Sales/Ag. A TARDE

Ela disse ainda que espera resolver a situação por meio do diálogo, mas não descartou uma nova ação judicial.

“Espero resolver no bate-papo, mas, se não resolver, vamos recorrer novamente à Justiça, porque ela existe para que as coisas sejam justas e corretas. Estamos lutando apenas pelo direito de antiguidade do bloco”, completou.

O que diz o Comcar

O presidente do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar), Washington Paganelli, afirmou que o órgão já iniciou discussões para reorganizar a ordem dos blocos no Carnaval de Salvador após a polêmica envolvendo o Bloco Crocodilo, de Daniela Mercury.

Segundo Paganelli, o conselho realizou reuniões com Malu Verçosa para discutir os critérios utilizados na fila dos desfiles e reconheceu que o bloco não vinha ocupando a posição considerada adequada.

“O Conselho Municipal do Carnaval é normativo, deliberativo e fiscalizador. Após o Carnaval, já fizemos reuniões com Malu, onde estamos discutindo e mostrando como é feita a fila e como cada bloco fica no seu local pelo ano de desfile. Reconhecemos que realmente o local em que o bloco Crocodilo vem saindo não é o local que deveria estar”, afirmou.

Washington Paganelli
Washington Paganelli - Foto: Edvaldo Sales/Ag. A TARDE

O presidente do Comcar disse ainda que o órgão realiza um levantamento envolvendo todas as entidades carnavalescas para reorganizar os critérios de desfile a partir do ano de fundação de cada bloco.

“Estamos fazendo um estudo de todos os blocos para reorganizar essa fila. Também estamos criando critérios e regras dos desfiles e, em breve, ela será comunicada sobre o horário do desfile obedecendo o ano de cada entidade. A ideia é aplicar isso já no Carnaval de 2027”, completou.

Em uma entrevista feita pelo portal A TARDE anteriormente, o diretor do Ilê Aiyê, Edmilson das Neves, defendeu o diálogo entre os envolvidos no Carnaval e minimizou os conflitos.

"Quando você tem a comunicação e articula com todos para que as coisas aconteçam plenamente, é positivo, porque na realidade o objetivo é comum. A gente tá falando do Carnaval da Bahia, que vai que às vezes extrapola Salvador.

"Tem que conversar, porque o objetivo é comum, né? E não deixar prevalecer os egos, que é complicado", completou.

Polêmica no Carnaval 2026

A polêmica ganhou força durante o Carnaval deste ano, quando Daniela Mercury entrou na Justiça para tentar garantir que o tradicional Bloco Crocodilo abrisse os desfiles no circuito Dodô. A cantora alegava prioridade histórica e antiguidade do bloco. Apesar de conseguir uma liminar inicialmente, a decisão foi posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça da Bahia.

O caso gerou debates entre artistas, blocos e organizadores sobre critérios para definição da ordem dos trios e possíveis privilégios dentro da festa. Durante a folia, também houve um desentendimento envolvendo o trio do Psirico, após mudanças no posicionamento dos carros no circuito.

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