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LAVAGEM DO BONFIM

Fé e devoção: confira algumas histórias da Lavagem do Bonfim

Promessas, agradecimentos e vendas

Azure Araújo e Gustavo Zambianco
Por Azure Araújo e Gustavo Zambianco
| Atualizada em
Confira algumas histórias de visitantes da Lavagem do Bonfim.
Confira algumas histórias de visitantes da Lavagem do Bonfim. - Foto: José Simões/Ag A TARDE

A Lavagem do Bonfim é uma festa que reúne fiéis de várias fés e histórias. Nesta quinta-feira, 16, a tradicional festa celebra a conexão espiritual com a fé e a cultura baiana. A festividade, que tem suas raízes no sincretismo religioso, é marcada por um vibrante desfile de baianas vestidas com suas roupas brancas e coloridas, que levam flores e oferendas ao icônico Senhor do Bonfim.

A lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, com água tratada e perfumes, simboliza a purificação e atrai bênçãos para um ano próspero. O evento, além de reforçar a fé coletiva, também promove shows de artistas locais, contribuindo para a vivência cultural e turística da cidade.

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O portal A TARDE falou com alguns personagens desta grande celebração, nesta manhã, confira:

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Antônio Lapa Silva de Santana veio diretamente de Sepeaçu, Recôncavo Baiano, e frequenta a festa há 27 anos. "Agradeço pelo nascimento de minha filha. Ela nasceu, eu tenho que agradecer. Hoje ela está comigo aqui, já se formou, é dentista, tem um filho de nove anos, meu neto, é uma bênção graças ao Senhor do Bonfim", declarou à reportagem.

Antônio Lapa Silva de Santana
Antônio Lapa Silva de Santana - Foto: Priscila Melo | Ag. A TARDE

Outra devota foi Heloisa Maria do Nascimento da Silva, de 75 anos, que prometeu que enquanto estiver viva, vai estar presente na lavagem. "Há muitos anos que eu venho e me sinto muito bem. Todo ano eu estou aqui, alegre, contente, vim pedir pela minha nora que está doente, pelo irmão dela, e agradecer os pedidos".

Heloisa Maria do Nascimento da Silva
Heloisa Maria do Nascimento da Silva - Foto: Priscila Melo | Ag. A TARDE

A presença de pessoas de fora do estado também é recorrente, como Maria Ruth Alves Gonçalves de 67 anos, que veio de São Paulo prestigiar a lavagem. Ela faz parte do Grupo Afro Ilú Oba de Min, formado apenas por mulheres, que contou com 215 membros presentes. Ela falou também sobre a importância desta junção de culturas na celebração. "Esse sincretismo é muito importante pra gente. Então era muito importante vir e estar aqui neste momento, prestigiando também, estando junto com as baianas. Aqui é o melhor estado que existe no Brasil. Eu amo a Bahia, amo Salvador".

Maria Ruth Alves Gonçalves
Maria Ruth Alves Gonçalves - Foto: Priscila Melo | Ag. A TARDE

Mais um ponto característico dos eventos de multidões, são os vendedores. A TARDE falou com Bárbara Anjos, empreendedora que vende chapéus há mais de 15 anos, todo o ano presente na festa com seus produtos. "Nessa festa eu nunca tive o que falar porque as vendas são maravilhosas, todos os vendedores ficam felizes nessa festa". Segundo a comerciante, "o que mais sai aqui é boné branco e viseira".

Bárbara Anjos
Bárbara Anjos - Foto: Priscila Melo | Ag. A TARDE
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