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RESSOCIALIZAÇÃO

Projeto de piscicultura é lançado em Feira de Santana

Objetivo é propiciar à população carcerária mais uma atividade laboral, bem como a reintegração social

Da Redação
Por Da Redação
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Detentos que participarem do projeto vão ter assegurado o direito à remição de um terço da pena, ou seja, a cada três dias de trabalho abatem um dia de pena
Detentos que participarem do projeto vão ter assegurado o direito à remição de um terço da pena, ou seja, a cada três dias de trabalho abatem um dia de pena - Foto: Divulgação

Será lançado na próxima quarta-feira, 24, um projeto-piloto de piscicultura no complexo Penitenciário Feira de Santana como instrumento de ressocialização.

Batizado de "Projeto Fênix", o que se prevê é uma unidade demonstrativa de piscicultura em sistema de recirculação de água integrado à produção de hortaliças e suinocultura já existentes no Complexo de Feira. Participaram da cerimônia, o Secretário Estadual de Assuntos Penitenciários, José Antônio Maia Gonçalves, e o presidente da Bahia Pesca, Daniel Victória.

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No início , 40 das 1.735 detentos vão ser capacitados para produzir, em média, uma tonelada de tilápias a cada ciclo de 7 meses. O custo de implantação da unidade piloto é de R$ 88 mil, com previsão orçamentária de investimento até R$ 500 mil na expansão do projeto para outras unidades do sistema prisional do Estado.

O objetivo do projeto é propiciar à população carcerária mais uma atividade laboral e contribuir para redução de dois dos principais problemas enfrentados por este público, que é a superlotação dos presídios e a reintegração social pós-liberdade.

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), o número total de custodiados em celas físicas no Brasil é de 644.794, o que deixa o país como detentor da terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Uma das formas de reduzir o número de encarcerados é a aplicação de medidas previstas na Lei de Execução Penal para a remição de pena, por intermédio do estudo ou do trabalho, como é o caso do Projeto Fênix.

Os detentos que participarem do projeto vão ter assegurado o direito à remição de um terço da pena, ou seja, a cada três dias de trabalho abatem um dia de pena.

Também vão receber uma capacitação que possa ajudá-los na missão de ingressar no mercado de trabalho após adquirirem a liberdade.

De acordo com a Senapen, a média de reincidência criminal no Brasil no primeiro ano em liberdade é de 21%, progredindo até uma taxa de 38,9% após 5 anos. O Projeto Fênix visa proporcionar o aprendizado e a experiência profissional que possam servir de instrumento à ressocialização.

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