VINGANÇA?
Visto bloqueado: Lula toma medida drástica contra assessor de Trump
Presidente diz o motivo de proibir entrada de americano no país

O presidente Lula (PT) diz que proibiu a entrada de Darren Beattie, conselheiro do presidente americano Donald Trump, no Brasil, para visitar o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O petista ainda explicou o motivo da sua decisão.
"Aquele cara americano (Darren Beattie) que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar [Bolsonaro] e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado", disse ele.
Na ocasião, ele ainda citou o bloqueio da entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da sua família nos Estados Unidos (EUA), em agosto, quando o governo americano fez uma séria de ofensivas contra o Brasil.
"Não, você sabe que bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos. Então, Padilha, esteja certo que você está sendo protegido", disse Lula.
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À época, a revogação também atingiu outras autoridades brasileiras e ex-funcionários da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) que atuaram na contratação de médicos cubanos no programa Mais Médicos.
Beattie fora do Brasil
Procurado, o Itamaraty confirmou o cancelamento do visto de Beattie. Segundo a pasta, a revogação ocorreu por "omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita".
Beattie havia solicitado o visto na semana passada usando como justificativa sua participação no fórum de minerais críticos da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), a ser realizado em São Paulo.
"Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional", afirmou o Itamaraty.
Visita a Bolsonaro
Na quinta-feira, 12, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou da decisão de manter a visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido no Complexo da Papuda, em Brasília.
A revogação ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores alertar a Corte sobre riscos de interferência diplomática.
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