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STF recebe Mauro Cid para audiência que marca início da pena

Militar foi condenado por participação em trama golpista

Redação
Por Redação
Cid atuou como colaborador no processo referente à tentativa de golpe de Estado
Cid atuou como colaborador no processo referente à tentativa de golpe de Estado - Foto: Ton Molina/STF

O tenente-coronel Mauro Cid comparecerá nesta segunda-feira, 3, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar da audiência admonitória, que marca o início do cumprimento de sua pena.

Cid atuou como colaborador no processo referente à tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

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Ele foi o único a não recorrer do acórdão de julgamento publicado em 27 de outubro. Com isso, seu processo transitou em julgado,ou seja, não cabe mais recurso, permitindo o início do cumprimento da pena.

O tenente-coronel recebeu a pena mais branda entre os réus do núcleo 1, em razão do acordo de delação premiada firmado com a Justiça. Ele foi condenado a dois anos de reclusão, em regime inicial aberto.

Durante a audiência, o juiz deve advertir formalmente Mauro sobre as condições necessárias para a manutenção dos benefícios concedidos. O colegiado da Primeira Turma também determinou que o tenente-coronel cumpra as seguintes restrições como parte da pena:

Entre as medidas impostas, estão:

  • Proibição de deixar a comarca e obrigação de permanecer em casa durante o período noturno, das 20h às 6h;
  • Comparecimento semanal ao juízo do Distrito Federal, sempre às segundas-feiras;
  • Proibição de sair do país, com cancelamento do passaporte;
  • Suspensão do registro e do porte de arma de fogo;
  • Proibição de utilizar redes sociais;
  • Proibição de manter contato com outros réus ou condenados do núcleo 1 e de demais núcleos da trama golpista.

Na decisão que autorizou o início do cumprimento da pena, o ministro Alexandre de Moraes determinou à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que, após a audiência admonitória, Cid poderá retirar a tornozeleira eletrônica.

Ainda será emitido um documento que comprove o período em que Mauro Cid esteve preso provisoriamente, para que esse tempo seja descontado de sua pena.

O tenente-coronel permaneceu em prisão preventiva de 3 de maio a 8 de setembro de 2023, totalizando quatro meses e cinco dias, o equivalente a 127 dias corridos.

Em setembro de 2023, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares. Desde então, entre 10 de setembro de 2023 e esta segunda, Mauro terá completado dois anos, um mês e 24 dias submetido a essas restrições.

Ao pedir o abatimento da pena, a defesa do militar argumentou que Mauro Cid está submetido a “restrição de liberdade há mais de dois anos e quatro meses, considerando o período de prisão preventiva e o cumprimento das medidas cautelares diversas da prisão”.

Na decisão de Moraes, consta que deverá ser certificado o “tempo de prisão provisória para fins de detração penal (art. 66, inciso III, alínea ‘c’ da LEP)”.

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