SEM REAJUSTE
Rui diz que não há razão para aumento do diesel após nota da Petrobras
Ministro afirma que medidas adotadas pelo Governo Federal são suficientes para evitar aumento no preço ao consumidor final

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, falou, nesta sexta-feira, 13, sobre as medidas do Governo Federal para evitar a alta do petróleo e garantiu que não há razão para que o preço suba nas bombas.
“A Medida Provisória está publicada e o PIS/Cofins está zerado a partir de hoje. A Petrobras não recolherá o imposto e já aceitou formalmente a subvenção”, disse.
O ministro explicou que o imposto federal PIS/Cofins representa um impacto de R$ 0,32 por litro no preço do diesel e que o Governo Federal pagará às refinarias e aos importadores esse mesmo valor para que ele não seja repassado à distribuição e, posteriormente, à revenda. “Assim, o efeito fica neutralizado neste momento”, explicou.
Outra frente de atuação do Governo Federal é a prevenção de práticas abusivas no preço ao consumidor. “A Agência Nacional do Petróleo e as instâncias de defesa do consumidor vão atuar de forma enérgica na ponta para evitar aumento de preço sem o correspondente aumento de custo. Ninguém poderá se aproveitar do contexto de guerra para extorquir o consumidor. Os Procons poderão multar casos de prática abusiva de preços”, acrescentou o ministro.
Rui Costa também esclareceu que as medidas não impactam as contas públicas. “Elas são neutras do ponto de vista fiscal e serão compensadas com o aumento do imposto de exportação, que visa estimular a produção de petróleo no Brasil. Assim teremos equilíbrio para que as refinarias no Brasil possam acessar o petróleo a um preço mais compatível”, afirmou.
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Anúncio da Petrobras
A Petrobras anunciou aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras, elevando o valor em R$ 0,38 por litro. Com isso, o preço médio passará para cerca de R$ 3,65 por litro a partir de 14 de março. A decisão ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, pressionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ampliaram a diferença entre os preços praticados no Brasil e no exterior.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a companhia reconheceu que não haverá aumento no preço do diesel ao consumidor final, uma vez que o impacto do reajuste anunciado é compensado pela decisão do Governo Federal de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre a comercialização do combustível, medida que neutraliza os efeitos do reajuste nas bombas.
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