AEROPORTO
Câmara tenta barrar cobrança e proibir Kiss & Fly em Salvador
Proposta corria o risco de não ser levada a plenário, mas será votada nesta quarta-feira (17)


O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), confirmou ao portal A TARDE que o Projeto de Lei nº 108/2026 de sua autoria, que prevê o fim do sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador será votado na próxima quarta-feira, 17, quando será realizada a última sessão do semestre na Casa.
A declaração do presidente afasta de vez a possibilidade de retirada da proposta de pauta. A Vinci Airports, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Salvador, tentou costurar um acordo com o Legislativo, com intermediação da prefeitura, para barrar a votação do projeto.
Segundo denúncias recebidas pela reportagem, o objetivo da concessionária seria manter o plano de implantação definitiva do sistema, que estabelece apenas 10 minutos de tolerância gratuita no meio-fio do terminal.
Tudo que está em pauta será votado, inclusive o projeto do Kiss & Fly. O pessoal me falou que vota a favor, portanto acredito que será aprovado sem maiores problemas
Carlos Muniz, presidente da Câmara de Salvador
Muniz informou ainda que uma outra proposta de autoria do vereador Daniel Alves (PSDB), que tinha o mesmo objetivo, foi retirada de pauta após acordo entre os dois.
O que diz o projeto?
A proposta que irá para análise do plenário na quarta prevê:
- Proibição total da cobrança de taxas para embarque e desembarque em terminais aéreos e rodoviários de Salvador;
- Veto à instalação de catracas ou cancelas nessas áreas; e
- Aplicação de multas, suspensão das atividades e até cassação do alvará em caso de descumprimento.
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Entenda o sistema
A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador prevê uma cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem 10 minutos na área de embarque e desembarque.
O modelo de acesso, controlado por cancelas, não apenas taxa o tempo de permanência, mas estabelece uma estrutura de monopólio que ameaça extinguir a operação do táxi comum no terminal, criando uma lógica de "quem não paga, não trabalha" dentro do serviço público de transporte.


