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MEDIDA CAUTELAR

Prefeitura da Bahia é investigada após realizar quase 2 mil contratações sem processo seletivo

Município tem 60 dias para apresentar plano de regularização

Rodrigo Tardio
Por
Prefeita Vila Gomes está proibida de realizar novas contratações diretas
Prefeita Vila Gomes está proibida de realizar novas contratações diretas - Foto: Divulgação | Instagram

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades em 1.825 contratações temporárias realizadas no primeiro trimestre de 2026 pela Prefeitura de Cansanção, gestão da prefeita Vilma Gomes (MDB).

De acordo com o órgão, as admissões promovidas pela prefeita, foram efetuadas sem a realização de processos seletivos públicos, contrariando as exigências legais.

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Medida cautelar

​Em resposta aos achados, o TCM deferiu uma medida cautelar que proíbe a administração municipal de realizar novas contratações diretas e de renovar os contratos vigentes considerados ilegais.

A Corte de Contas estipulou um prazo de 60 dias para que a gestora apresente um plano detalhado de regularização administrativa e cumpra as normas constitucionais de transparência e seletividade.

​Falta de critérios técnicos

​As investigações preliminares apontam que o município não publicou nenhum instrumento de seleção, chamamento público ou processo seletivo simplificado no Diário Oficial para o preenchimento das vagas.

Cruzamentos de dados do Sistema Integrado de Gestão de Auditoria (SIGA) indicam que as admissões teriam sido baseadas em critérios subjetivos e pessoais, em detrimento de avaliações técnicas e objetivas, configurando indícios de violação aos princípios da legalidade e da impessoalidade.

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​Em defesa, a prefeita Vilma Rosa alegou a necessidade premente de manter serviços essenciais, com foco na área da educação, além de citar medidas de contenção adotadas ainda em 2025, por meio do Decreto nº 043/2025.

O relator do caso, no entanto, rejeitou os argumentos, destacando a persistência de falhas administrativas graves e o descumprimento das formalidades exigidas pelo ordenamento jurídico e pela Resolução TCM nº 1.488/2024.

​"As contratações não teriam obedecido aos requisitos mínimos, como a demonstração de excepcional interesse público e a garantia de igualdade de condições entre os interessados", registrou o tribunal na decisão.

​Prazos e penalidades

​A medida cautelar determina que qualquer futura contratação por tempo determinado em Cansanção atenda rigorosamente ao Artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal.

O tribunal justificou a urgência da intervenção sob o argumento de haver "fundado receio de grave lesão ao erário e ao interesse público" caso o quadro de pessoal irregular fosse mantido.

​A prefeita foi notificada imediatamente para cumprir os termos da liminar. Além do prazo de 60 dias para a entrega do cronograma de regularização das contratações, a gestora dispõe de 20 dias para apresentar seus esclarecimentos de mérito junto ao TCM.

A reportagem procurou a prefeita de Cansanção, e aguarda resposta aos questionamentos

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Tags

Prefeitura de Cansanção transparência pública vilma gomes

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