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NOTÍCIA-CRIME

Prefeito baiano é investigado por suspeita de fraudes na educação

Justiça Federal apura manipulação de dados escolares e uso irregular de verbas públicas

Andrêzza Moura

Por Andrêzza Moura

13/03/2026 - 23:18 h

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Esta não é a primeira vez que prefeito de Cipó enfrenta questionamentos
Esta não é a primeira vez que prefeito de Cipó enfrenta questionamentos -

A Justiça Federal determinou a abertura de um inquérito policial para investigar o prefeito do município de Cipó, no nordeste baiano, José Marques dos Reis (PSD) por suspeitas de fraudes em dados educacionais e possível uso irregular de verbas públicas federais.

A decisão, que foi anunciada na segunda-feira, 9, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), estabelece prazo inicial de 90 dias para a apuração contra Marquinhos do Itapicuru, como o gestor também é conhecido.

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A medida foi adotada após o recebimento de uma notícia-crime que aponta possíveis irregularidades cometidas entre 2020 e 2024, relacionadas ao envio de informações ao Ministério da Educação (MEC).

A decisão do desembargador federal César Jatahy aponta indícios de que dados teriam manipulados no sistema do censo escolar - ferramenta utilizada pelo governo federal para calcular indicadores educacionais e definir repasses de recursos para os municípios.

Suspeitas de fraudes e irregularidades

De acordo com o magistrado, a conduta investigada pode ser configurada como crime de inserção de dados falsos em sistema público.

Além disso, também pode caracterizar emprego irregular de rendas públicas, já que as informações declaradas podem impactar diretamente no volume de recursos federais destinados à educação municipal.

Marquinhos do Itapicuru é investigado em outro processo
Marquinhos do Itapicuru é investigado em outro processo | Foto: Reprodução Redes Sociais

A abertura do inquérito também contou com parecer favorável do Ministério Público Federal.

O tribunal acolheu a manifestação da Procuradoria Regional da República, que defendeu a instauração imediata das investigações para aprofundar a apuração dos fatos.

Para reforçar a coleta de provas, o desembargador determinou ainda o envio de ofícios ao Tribunal de Contas da União, ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e à Controladoria-Geral da União.

O objetivo é identificar eventuais processos relacionados e reunir documentos que possam esclarecer as irregularidades apontadas.

A reportagem tentou contato com o prefeito José Marques dos Reis para comentar a decisão, mas não conseguiu retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Histórico de questionamentos

Esta não é a primeira vez que a gestão municipal enfrenta questionamentos sobre o uso de recursos públicos.

Em janeiro deste ano, o Portal A TARDE já havia divulgado outro episódio, quando a prefeitura foi alvo do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia devido à compra de 2.640 livros didáticos, totalizando R$ 823.760.

A aquisição foi realizada junto ao Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas, com valor médio de R$ 312 por exemplar, e foi questionada por um vereador do município, que apontou possíveis falhas de transparência no processo de contratação.

Contrato de compra de materiais
Contrato de compra de materiais | Foto: Reprodução Redes Sociais

Ao analisar o caso, o conselheiro Nelson Pellegrino decidiu manter o contrato ativo, mas determinou que a prefeitura apresente uma série de documentos para comprovar a compra, a distribuição e a efetiva utilização do material didático nas escolas da rede municipal.

Entre as exigências estão comprovantes de entrega dos livros, registros detalhados da distribuição nas unidades escolares e evidências de que as plataformas digitais e o suporte pedagógico incluídos no contrato estão sendo utilizados.

Embora o pagamento não tenha sido suspenso, o contrato permanece sob fiscalização do órgão de controle, que segue acompanhando a documentação apresentada pela gestão municipal.

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Na ocasião, a reportagem tentou contato com o prefeito, mas não obteve resposta. A empresa IBEP também foi procurada, e o Portal A TARDE foi orientado a falar com a assessoria de comunicação da companhia em horário comercial.

Embora tenha seguido a orientação e tentado contato, não obteve retorno. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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Tags:

educação municipal fraude Justiça Federal da Bahia MEC prefeitura de Cipó

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