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PL tenta manobra para salvar mandato de Eduardo Bolsonaro

Líder do partido apresenta projeto para permitir renovação de licença após deputado viajar para os Estados Unidos

Da Redação
Por Da Redação
Deputado licenciado foi embora do Brasil no início deste ano
Deputado licenciado foi embora do Brasil no início deste ano - Foto: Bruno Spada | Câmara dos Deputados

O PL, partido da família Bolsonaro, irá tentar uma manobra para salvar o mandato do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que decidiu continuar no Estados Unidos após alegar ser vítima de perseguição política.

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Líder da legenda na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou um projeto que altera o regimento interno da Casa e permite que afastamentos de mandato possam ser prorrogados em caso de licença por interesse particular.

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“O deputado poderá obter licença para tratar, sem remuneração, de interesse particular, pelo prazo de até cento e vinte dias, podendo ser renovado uma única vez por sessão legislativa”, afirma o texto.

Ainda de acordo com a alegação, a proposta vista equipar a licença com a de funcionários públicos, que podem tirar até três anos de licença. Caso a proposta seja aceita, Eduardo poderia manter seu mandato por pelo menos mais 4 meses.

“No serviço público, essa licença pode ser concedida por até três anos. Ou seja, esse prazo é maior que o prazo concedido aos deputados federais. Tal assimetria deve ser equilibrada para trazer equidade aos ocupantes dos cargos eletivos. Ademais, vale lembrar que a licença para tratar de interesses particulares dar-se-á sem remuneração”, diz Sóstenes.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Eduardo, que é apontado como um dos mentores do 'tarifaço' de 50% das transações comerciais envolvendo o Brasil, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deverá renunciar ao mandato nos próximos dias.

"Se for o caso de perder o mandato, vou perder o mandato e continuar aqui. O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil. No Brasil, o STF, quer dizer, Alexandre de Moraes, ia tentar colocar uma coleira em mim, tirar meu passaporte, me fazer de refém, ficar ameaçando, como ele sempre faz", afirmou.

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