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POLÍTICA

Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Petróleo, China e a Doutrina Monroe explicam a ofensiva dos Estados Unidos

Redação

Por Redação

03/01/2026 - 13:08 h
Imagem ilustrativa da imagem Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela
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Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além.

Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Confira abaixo alguns dos motivos por trás do ataque de Trump à Venezuela:

Petróleo

Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA.

Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo.

O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump

Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano.

Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto.

Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe

A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina.

A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

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Tags:

América-Latina china Crise na Venezuela Donald Trump Doutrina Monroe estados unidos Geopolítica Nicolás Maduro Petróleo política internacional venezuela

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