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RIO DE JANEIRO

No G20, Lula chama ONU de “omissa” e fala sobre mudanças no mundo

Presidente ainda falou sobre "ameaça a paz"

Redação
Por Redação
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza. Rio de Janeiro
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza. Rio de Janeiro - Foto: Ricardo Stuckert | PR

O presidente Lula (PT) criticou a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) na tarde desta segunda-feira, 18, e falou sobre o privilégio dos países do chamado Norte Global, bem como Estados Unidos e membros da Europa. As declarações do petista foram dadas durante reunião do G20, no Rio de Janeiro.

"A omissão do Conselho de Segurança [da ONU] tem sido ela própria uma ameaça a paz”. “Não é preciso esperar uma nova guerra mundial ou um colapso econômico para fazer mudanças no mundo”, disse.

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Uma das grandes críticas de Lula à ONU trata sobre o poder de veto dos membros permanentes. Deste modo, a organização derrubou a solução proposta pelos brasileiros para o fim do conflito na Faixa de Gaza no ano passado.

Em discurso, o petista também defendeu uma reforma na governança da cúpula, com a inclusão de nações do Sul Global, especialmente da América Latina e África, à frente da tomada de decisões.

“A estabilidade mundial depende de instituições mais representativas. A pluralidade de vozes funciona como vetor de equilíbrio. O futuro será multipolar. Aceitar essa realidade pavimenta o caminho para a paz”, afirmou.

Taxação dos super-ricos

O presidente também comentou sobre a taxação dos super-ricos, tema que vem sendo defendido pelo governo brasileiro e consta no texto final do país à frente da presidência do G20. “Uma taxação de 2% no patrimônio de indivíduos super-ricos poderia gerar recursos na ordem de US$ 250 bilhões por ano para serem investidos no enfrentamento dos desafios sociais e ambientais do nosso tempo”.

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