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Ministro da Saúde prevê imunização nacional contra dengue já em 2026

Agenda na Bahia marca entrega do Hospital Costa dos Coqueiros e do novo setor de Oncologia do Aristides Maltez

Luan Julião e Cássio Moreira
Por Luan Julião e Cássio Moreira
Com parceria internacional, produção da vacina deve chegar a 35 milhões de doses
Com parceria internacional, produção da vacina deve chegar a 35 milhões de doses - Foto: Cássio Moreira | AG. A TARDE

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado nesta quinta-feira, 27, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agenda em Lauro de Freitas e Salvador para apresentar um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação da assistência em média e alta complexidade na Bahia.

As ações incluem a expansão de serviços oncológicos, novos investimentos para custeio do SUS no estado e medidas para fortalecer a produção nacional de medicamentos estratégicos. O programa prevê o aumento da capacidade de atendimento em diversas especialidades, com o objetivo de reduzir filas para consultas, exames e cirurgias em todo o país.

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Durante a passagem por Salvador, Padilha também falou sobre a aprovação, pela Anvisa, da vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, parceria que, segundo o ministro, representa um marco para a ciência e para a capacidade de produção nacional.

O ministro afirmou:

"Uma notícia muito boa para o Brasil, para quem defende a vacina, quem defende a ciência, que foi a avaliação feita pela Anvisa, avaliação técnica, reconhecendo que a vacina da dengue, feita pela parceria do Ministério da Saúde com o Instituto Butantan, é a primeira vacina 100% brasileira contra a dengue. É a primeira vacina do mundo em que uma dose apenas garante a proteção: mais de 70% das pessoas que tomaram a vacina não tiveram qualquer sintoma de dengue, mais de 90% não tiveram dengue grave e nenhuma precisou ser hospitalizada."

Ele destacou que a pasta já discute com estados e municípios a estratégia de incorporação:

"Então, isso é uma notícia muito boa para nós. Hoje já fizemos a reunião com os secretários estaduais e municipais de Saúde para discutir qual é a melhor estratégia de incorporação dessa vacina para o Brasil. É uma vacina que vai ser feita em todo o Brasil."

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Padilha explicou que o Ministério aguarda a recomendação técnica para definir o primeiro público a receber a imunização:

"Na segunda-feira, temos a reunião do comitê de especialistas, que, com esses resultados, vai fazer a sugestão para o Ministério da Saúde de qual é o melhor público para começar essa vacinação. Com o resultado de ontem da Anvisa, o Ministério está autorizado a fazer o contrato com o Instituto Butantan, então vamos fazer já o contrato de aquisição de todas as vacinas."

Ele também detalhou a parceria internacional que garantirá escala de produção:

"Nós fizemos uma parceria muito importante do Instituto Butantan com a empresa chinesa Buchi, ação pela qual inclusive estive na China. Porque o Butantan não teria a capacidade de produzir uma grande quantidade de vacina para a população brasileira. O Butantan tem 1 milhão de doses, mas, com essa parceria com a Buchi, nós vamos ter 35 milhões de doses disponíveis."

A previsão do Ministério é incorporar o imunizante ao calendário nacional já em janeiro de 2025:

"Então, toda a nossa previsão — nós vamos definir isso ainda com o comitê especializado na segunda — é que essa vacina possa já incorporar o calendário de vacinação a partir do começo do ano que vem. Em janeiro, a gente já terá essa vacina como parte do nosso calendário de vacinação, mais uma arma para combater a dengue."

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assistência médica combate ao câncer instituto butantan Ministério da Saúde programa Agora tem especialistas vacina contra dengue

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