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SILÊNCIO

Lula ignora prisão domiciliar de Bolsonaro e mantém foco no Brasil

Rival histórico do petista, ex-presidente teve prisão domiciliar decretada pelo STF

Gabriela Araújo
Por Gabriela Araújo
Presidente Lula (PT) durante discurso
Presidente Lula (PT) durante discurso - Foto: Ricardo Stuckert | PR

O presidente Lula (PT) afirmou que não se posicionará sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na segunda-feira, 4, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não quero falar do que aconteceu hoje com o outro cidadão brasileiro que tentou dar o golpe. Eu quero falar do nosso país, dar uma chance de falar do Brasil”, disse o petista nesta terça-feira, 5.

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A declaração aconteceu durante a abertura da 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, no Palácio do Itamaraty, localizado em Brasília.

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Além de Lula, o comportamento de silenciamento sobre o tema também foi adotado pelos ministros de governo. Até o momento, apenas o ministro de Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, comentou sobre a decisão monocrática da Suprema Corte.

“Urgente: por desobediência às medidas cautelares, entre elas de não usar redes socias, STF determina prisão domiciliar para @jairbolsonaro”, escreveu ele no X (antigo Twitter), na noite de segunda.

Ao Portal A TARDE, a assessoria do ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o gestor não se posicionará sobre o assunto.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso domiciliarmente após decreto do ministro Alexandre por uso das redes sociais por intermédio de terceiros para incentivar as manifestações contra o STF no último domingo, 3.

Um dos argumentos utilizados pelo magistrado leva em conta o uso das redes sociais dos filhos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro para incitar os manifestantes.

"O réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de inventivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal", escreveu na decisão.

Para Moraes, o caso se enquadra em descumprimento das medidas cautelares adotadas no mês passado contra o ex-presidente.

Entenda medidas cautelares contra Bolsonaro

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
  • Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
  • Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.

Quatro pontos para entender a prisão do Bolsonaro

  • Descumprimento das medidas cautelares: o magistrado diz que Bolsonaro violou pela segunda vez as determinações da Justiça para justificar a prisão;
  • Participação virtual nas manifestações: o ponto chave para a decisão de Moraes, segundo ele, deve-se à participação por chamada de vídeo do ex-presidente nas manifestações bolsonaristas realizadas em ao menos 60 cidades do país.
  • Conduta ilícita: na decisão, Moraes aponta uma “conduta ilícita dissimulada” de Bolsonaro, ao preparar material pré-fabricado para ser divulgado em manifestações e redes sociais;
  • Aparição nas redes sociais: o ministro também mencionou a foto que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em suas redes sociais ao lado do ex-presidente e suas filhas, e logo em seguida, apagou uma postagem nas redes sociais para tentar ocultar a infração.
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