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PREÇOS ABUSIVOS

Lula e Rui Costa apontam saídas para crise dos combustíveis no Brasil

Guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio tem impactado no preço médio do petróleo em todo o mundo

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

20/03/2026 - 16:41 h

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Rui Costa, ministro da Casa Civil, discursa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Rui Costa, ministro da Casa Civil, discursa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -

De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil precisa ter o seu próprio estoque de combustíveis para não se tornar refém durante as crises mundiais. A declaração do petista foi feita nesta sexta-feira, 20, em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, conflito que tem aumentado o preço médio do petróleo em todo o mundo.

“Se o Brasil quer ser um país soberano, ele precisa de estoque para enfrentar crises, para quando tiver essa especulação no mercado, o governo ter condição de abaixar o preço”, destacou ele durante agenda em uma refinaria da estatal em Betim, em Minas Gerais.

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Ainda durante o discurso, ele criticou os efeitos da privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula apontou que a ausência da distribuidora sob controle estatal compromete a capacidade de garantir que reduções ou aumentos definidos pela Petrobras cheguem ao consumidor final.

“A Petrobras determina um preço, esse preço sai no jornal, o distribuidor lucra, e o consumidor fica chupando o dedo”, acrescentou o presidente.

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O presidente também aproveitou a oportunidade para questionar o conflito no Oriente Médio: “Qual a razão que um trabalhador tem que pagar a mais no preço do óleo por conta dessa maldita guerra? O que o mundo fez? Por que o pobre da América Latina tem que pagar?”.

Situação na Bahia

Rui Costa, ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, falou sobre os fatores que fizeram os preços dos combustíveis dispararem no estado e em outras regiões do país.

Ao ser questionado durante entrevista à Rádio 93 FM, em Jequié, na manhã desta sexta-feira, 20, o petista explicou que a alta dos preços está diretamente relacionada à concentração do serviço nas mãos de poucas empresas.

“Mesmo com as medidas federais, três distribuidoras que hoje controlam a distribuição no país estão repassando aumentos ao consumidor. Por isso, a Polícia Federal, a ANP e os órgãos de defesa do consumidor estão autuando distribuidoras e postos em todo o país, porque estão se aproveitando da guerra para tirar dinheiro do povo brasileiro, com cobranças exorbitantes no preço dos combustíveis.”, disse Rui Costa.

Ele ainda mencionou a privatização da refinaria Landulpho Alves, em Mataripe, que tem a segunda maior capacidade de refino do país. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a refinaria foi vendida a um fundo árabe.

“Aquela turma vendeu a refinaria da Bahia, a primeira refinaria do Brasil, chamada Refinaria Landulpho Alves, que fica no Recôncavo Baiano. É importante o povo saber disso. Eles venderam, privatizaram, e hoje o dono é um fundo árabe que não produz petróleo no Brasil, apenas refina. É uma vergonha.”

Redução do ICMS nos estados

Na quinta-feira, 19, Lula voltou a pedir aos governadores que reduzam as alíquotas do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), o tributo estadual que incide sobre:

  • a venda de produtos;
  • importações;
  • transporte interestadual/intermunicipal;
  • energia elétrica;
  • serviços de comunicação.

O ICMS é a principal fonte de arrecadação dos estados e do DF, estando embutido no preço final dos produtos. Ou seja, se as alíquotas do ICMS estão altas, a tendência é que os preços dos produtos também estejam elevados.

A proposta do Governo Federal é bancar metade da renúncia, que é estimada no total de R$ 3 bilhões por mês.

“A proposta é que o governo federal assuma metade da compensação aos estados, desde que os governadores abram mão da outra metade, reduzindo o impacto nas contas estaduais e beneficiando diretamente o consumidor brasileiro”, detalhou Rui Costa.

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