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Lula consulta aliados antes de decidir sobre Conselho da Paz de Trump

Iniciativa dos EUA visa, inicialmente, planejar a reconstrução da Faixa de Gaza

Ane Catarine
Por
| Atualizada em
Presidente Lula
Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem conversado com representantes de outros países antes de tomar a decisão sobre aceitar ou não o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz.

Trata-se de uma iniciativa criada pelo governo norte-americano para, inicialmente, planejar a reconstrução da Faixa de Gaza.

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Na quinta-feira, 22, Lula conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Segundo comunicado divulgado pelo governo brasileiro, os dois enfatizaram as convicções que têm sobre a necessidade de uma “reforma abrangente” das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança.

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Logo depois, o presidente falou, também por telefone, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

“Ao expressar satisfação quanto ao cessar-fogo obtido em Gaza, o presidente Lula consultou o presidente Abbas sobre as perspectivas de reconstrução da região e reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio”, informou o Palácio do Planalto, em nota.

Conselho da Paz

Sem o apoio dos aliados europeus, Trump oficializou na quinta-feira, 22, a criação do Conselho da Paz. O novo órgão terá como líder vitalício e único com poder de veto o próprio presidente dos Estados Unidos.

Participaram da assinatura do documento 19 países aliados de Trump, divididos da seguinte forma:

Democracias

  • Argentina
  • Paraguai
  • Hungria
  • Bulgária
  • Turquia
  • Kosovo
  • Armênia
  • Paquistão
  • Mongólia
  • Indonésia

Países que não têm democracia plena

  • Marrocos
  • Jordânia

Regimes considerados autoritários

  • Azerbaijão
  • Uzbequistão
  • Cazaquistão
  • Bahrein
  • Qatar
  • Emirados Árabes Unidos

Ditadura

•Arábia Saudita

Rússia, China, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus foram convidados, mas não assinaram o documento.

Nos bastidores, o governo brasileiro afirma que não há pressa para responder ao convite e que a decisão não deve ser divulgada nesta semana.

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brasil Conselho da Paz estados unidos Lula Oriente Médio trump

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