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Iraquara é obrigado a suspender contratos juninos de quase R$ 1 milhão

Valores para artistas famosos apresentam aumentos de até 52% em relação a 2025

Rodrigo Tardio
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| Atualizada em
Análise aponta que valores acordados, estão acima da média praticada no estado
Análise aponta que valores acordados, estão acima da média praticada no estado - Foto: Janaina Castro | Prefeitura de Ipiaú

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou à Prefeitura de Iraquara, na última quarta-feira, 6, a suspensão imediata dos contratos firmados para as apresentações da banda Calcinha Preta e do artista Netto Brito nos festejos juninos de 2026.

Somados, os cachês totalizam R$ 936 mil, montante que, de acordo com o órgão, fere os princípios de razoabilidade e os parâmetros técnicos estaduais.

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A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, baseia-se em dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos e do Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

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A análise aponta que os valores acordados pela gestão do prefeito Nino Coutinho (PSD), estão acima da média praticada no estado. Para a banda Calcinha Preta, o município previu o pagamento de R$ 646 mil, enquanto para Netto Brito o valor foi de R$ 290 mil.

Disparidade de valores

Em comparação com os contratos firmados em 2025, os reajustes chamaram a atenção do MPBA: houve um acréscimo de 31,45% no valor do show da banda de forró e de 52,23% no cachê de Netto Brito.

De acordo com o promotor, contratações que fogem aos padrões de mercado exigem justificativas técnicas rigorosas e a prova clara do interesse público, o que não teria sido demonstrado até o momento.

"A recomendação orienta que o município interrompa quaisquer pagamentos relacionados até a conclusão das apurações", destaca o documento.

Exigências de transparência

Além da suspensão, o Ministério Público deu um prazo para que a gestão municipal envie a íntegra dos processos de inexigibilidade de licitação e apresente um relatório detalhado sobre a saúde financeira da prefeitura. Entre os documentos exigidos estão:

  • demonstrativo de disponibilidade de caixa;
  • comprovação de regularidade no pagamento de despesas essenciais;
  • garantia de que o gasto não comprometerá serviços públicos prioritários (saúde e educação);
  • prova de que não haverá suplementação orçamentária irregular para custear o evento.
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Tags

calcinha preta contratos públicos Ministério Público da Bahia Netto Brito transparência fiscal

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