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APROXIMAÇÃO

Governo Lula prepara primeiro contato com Trump após aceno na ONU

Palácio do Planalto deve enviar nota à Casa Branca sugerindo uma conversa entre os presidentes

Redação
Por Redação
Lula e Trump ensaiam aproximação.
Lula e Trump ensaiam aproximação. - Foto: Ricardo Stuckert | PR | Reprodução | Redes Sociais | @thewhitehouse

O governo Lula prepara o primeiro contato com a Casa Branca, após o aceno do presidente Donald Trump a Lula durante a Assembleia Geral da ONU, nesta semana, em Nova York.

A ideia é que na próxima semana seja enviada uma nota diplomática ao Departamento de Estado americano, comandado por Marco Rubio, sugerindo uma conversa entre os dois presidentes, por telefone ou por videoconferência.

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Ainda não há prazo previsto para que essa conversa aconteça, segundo apuração da CNN. Uma fonte diretamente ligada às negociações disse que a organização de um diálogo entre dois chefes de Estado costuma levar de uma a duas semanas.

Nesse cenário, é provável que, se não houver nenhum obstáculo, ambos só conversem mesmo em outubro.

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Novas sanções

O primeiro contato — e mesmo a conversa — poderá ser adiado ou suspenso se, até lá, houver novas sanções contra autoridades brasileiras.

A avaliação dentro do governo é de que essa possibilidade hoje é menor, mas ainda real, devido ao fato de o bolsonarismo continuar operando junto a setores da Casa Branca, e também porque alas mais ideológicas do governo americano ainda estimulam o tensionamento entre Brasil e Estados Unidos.

Diplomatas lembram que, na véspera do gesto de Trump a Lula, houve o anúncio de sanções contra a esposa de Alexandre de Moraes e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A leitura, no Palácio do Planalto e no Itamaraty, é de que o gesto de Trump a Lula foi um recado do americano, principalmente para parte de sua própria burocracia, que até agora enxergou o Brasil como adversário, incentivou sanções contra autoridades brasileiras e bloqueou o contato entre os dois governos.

A percepção do Planalto é de que a ala mais pragmática no entorno do presidente americano fez chegar até Trump a informação de que, desde o anúncio do tarifaço contra o Brasil, em 9 de julho — com a exigência de que o STF (Supremo Tribunal Federal) parasse o julgamento contra Jair Bolsonaro —, tudo o que ocorreu no Brasil foi o oposto: o ex-presidente passou a usar tornozeleira, foi para a prisão domiciliar, julgado e condenado à prisão.

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Donald Trump encontro Lula

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