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FGTS na mira: deputados discutem liberação para compra de armas

Texto está em análise em Comissão da Câmara

Yuri Abreu
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Projeto de Lei em discussão na Câmara pode permitir uso do FGTS na compra de armas
Projeto de Lei em discussão na Câmara pode permitir uso do FGTS na compra de armas -

Um projeto de lei que está em discussão na Câmara dos Deputados pode autorizar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de armas de fogo.

A matéria prevê que o saque possa ser feito uma vez por ano, na data de aniversário do trabalhador — ou no dia útil subsequente —, mediante apresentação de autorização válida para compra da arma e comprovante de regularidade nos sistemas de controle da Polícia Federal ou do Exército.

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O texto, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), deve ser analisado nesta quarta-feira, 12, pela Comissão de Segurança Pública da Casa. A relatoria do projeto é do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) — o parlamentar emitiu parecer favorável à proposta.

Segundo o parlamentar sul-mato-grossense, o alto custo para aquisição de armas legalizadas dificulta o acesso da população de baixa renda.

Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) é autor do Projeto de Lei que pode liberar uso do FGTS para compra de armas
Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) é autor do Projeto de Lei que pode liberar uso do FGTS para compra de armas | Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Armazenamento seguro

Segundo o projeto, o dinheiro poderá ser usado para adquirir a arma, munições e acessórios considerados essenciais para armazenamento seguro.

A proposta também estabelece que o trabalhador precisará cumprir exigências previstas na legislação atual:

  • Comprovação de capacidade técnica e psicológica;
  • Ausência de antecedentes criminais.

Se aprovado na Comissão de Segurança Pública, o texto ainda precisará passar por outras comissões da Câmara antes de seguir para análise do Senado.

O que é o FGTS?

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é um direito trabalhista fundamental no Brasil, funcionando como uma "poupança compulsória" criada para proteger o trabalhador demitido sem justa causa.

O valor não é descontado do salário do funcionário, sendo uma obrigação de depósito mensal por parte do empregador.

Como funciona?

  • Depósito mensal: A empresa deposita, até o dia 7 de cada mês, o valor equivalente a 8% do salário bruto do funcionário em uma conta vinculada na Caixa Econômica Federal.
  • Exceções: jovens aprendizes têm alíquota de 2%, e trabalhadores domésticos, 11,2%.
  • Propriedade: O dinheiro pertence ao funcionário, que pode sacá-lo em situações específicas previstas em lei.
FGTS funciona como uma "poupança compulsória" criada para proteger o trabalhador demitido sem justa causa
FGTS funciona como uma "poupança compulsória" criada para proteger o trabalhador demitido sem justa causa | Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Quem tem direito?

  • Todo trabalhador regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo:
  • Trabalhadores rurais;
  • Trabalhadores domésticos;
  • Trabalhadores temporários, intermitentes e avulsos;
  • Atletas profissionais;
  • Diretores não empregados (critério da empresa)

Quando é possível sacar?

  • Demissão sem justa causa;
  • Aposentadoria;
  • Compra da casa própria (uso para entrada ou amortização);
  • Doenças graves (como câncer ou HIV) do trabalhador ou dependentes;
  • Rescisão por acordo;
  • Saque-Aniversário (modalidade opcional que permite saques anuais);
  • Contas inativas por 3 anos ininterruptos
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Tags

Câmara dos Deputados FGTS segurança pública

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