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Expulsões enfraquecem bancada do partido de Bolsonaro na Câmara

PL perdeu força na Casa com saídas motivadas por mudanças partidárias, decisões judiciais e disputas internas

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL (Partido Liberal), tem encolhido na bancada da Câmara dos Deputados. O maior grupo da Casa começou a legislatura com 99 membros, no entanto, até então perdeu 13 dessas cadeiras.

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Só na última semana, a sigla registrou menos três parlamentares. As deputadas Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP) perderam o mandato após ato da Mesa Diretora que cumpriu uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto às novas regras sobre as sobras eleitorais.

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Na última quinta, 31, o PL decidiu expulsar o deputado federal Antônio Carlos Rodrigues após ele criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e elogiar o ministro Alexandre de Moraes.

Conforme levantamento realizado pela CNN, desde o início da atual legislatura, em 2023, as motivações das baixas na bancada do PL incluem migrações partidárias, expulsões e perdas de mandato.

Quatro congressistas eleitos pelo PL passaram a integrar o PP (Progressistas), enquanto o Republicanos acolheu três e o Novo, dois. Já PSB, PRD e MDB contabilizaram um cada.

Apenas duas adesões foram registradas no PL. O atual líder da oposição, deputado Zucco, deixou o Republicanos. Já Ricardo Guidi deixou o PSD (Partido Social Democrático) e fez o mesmo movimento.

Para o líder da bancada do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a situação se relaciona à “migração ideológica” da sigla. “O PL, historicamente, sempre foi um partido de centro que, com a chegada do presidente Bolsonaro em 2022 para cá, decidiu ser o partido da direita”, destacou.

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