POLÍTICA
Erika Hilton pode ser primeira deputada trans a presidir comissão da mulher
Parlamentar foi indicada pelo Psol para comandar colegiado

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) pode se tornar a primeira parlamentar trans a comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados. Ela foi indicada ao cargo pelo partido na última segunda-feira, 23.
A expectativa é a de que o colegiado seja instalado na próxima quarta-feira, 4, no mesmo dia em que acontece a eleição para a presidência da Comissão. Atualmente, o posto é ocupado pela deputada Célia Xakriabá (Psol-MG).
Quais são as metas de Erika Hilton na Comissão da Mulher?
Caso seja eleita ao cargo, a deputada terá como meta barrar retrocessos e priorizar projetos que ampliem os direitos das mulheres na totalidade, respeitando suas diferentes especificidades, como indígenas, mulheres com deficiência, negras e LGBT+.
Ela também dará atenção a pautas de saúde, condições no mundo do trabalho e ao enfrentamento da crise de feminicídios e da violência contra a mulher registrada em todo o Brasil.
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Como é feita a escolha?
A Câmara define a distribuição das comissões permanentes com base no resultado da última eleição e no princípio da proporcionalidade partidária. O tamanho de cada bancada ou bloco partidário determina a ordem de escolha e o número de colegiados a que cada partido tem direito.
Os líderes podem firmar acordos para ajustar a divisão. Hugo Motta fechou entendimento para manter os mesmos partidos à frente das comissões permanentes.
Apesar da manutenção das legendas no comando, o regimento interno da Câmara determina a eleição de novos presidentes para cada comissão.
Quem é Erika Hilton?
Erika Hilton é a primeira deputada federal negra e trans eleita na história do Brasil. Em SP, teve 256.903 votos no pleito de 2022. Vereadora mais votada do país em 2020, após receber mais de 50 mil votos, a psolista, por dois anos, foi a presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo.
Além de se identificar como trans, Hilton se reconhece como travesti. Ela atua em diversas causas, mas principalmente as voltadas aos direitos das pessoas negras e LGBT.
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