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ELEIÇÕES 2022

Polarização Lula X Bolsonaro assombra Neto, diz colunista

Candidatos a governos estaduais que ainda não se alinharam ao ex e o atual presidente começam a se movimentar

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Candidatos mineiros e paulistas correm para colar suas candidaturas a Lula ou a Bolsonaro
Candidatos mineiros e paulistas correm para colar suas candidaturas a Lula ou a Bolsonaro - Foto: Tomas Cuesta | AFP e Isac Nóbrega | PR

Com o avançar na corrida presidencial deste ano, os pré-candidatos aos governos estaduais se movimentam para colar as suas candidaturas às dos pré-candidatos que dominam as pesquisas de intenção de voto ao Planalto. Com a forma como se desenha, o pleito deve ser marcado pela polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Já pode ser percebido, então, os movimentos de pretendentes aos Executivos dos estados se aliarem ao petista ou a Bolsonaro, como observou a coluna “Tales Faria”, do UOL.

Na Bahia, no entanto, o pré-candidato que se destaca como líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) segue sem declarar aliança com Lula ou Bolsonaro, o que tem assombrado os aliados de Neto no Congresso, de acordo com o colunista, por causa do histórico de derrotas de outros candidatos ao governo que antes eram considerados favoritos, mas que foram superados por nomes que receberam o apoio do ex-presidente Lula.

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Faria lembra a vitória do atual senador Jaques Wagner (PT) em 2006, que venceu Paulo Souto (PFL) no primeiro turno. Os levantamentos da época mostravam que quem venceria a primeira rodada do pleito seria justamente o candidato carlista. Ele cita também a vitória de Rui Costa em 2014 com o apoio de Lula, ainda que a popularidade do PT já se mostrasse desgastada junto ao eleitorado na ocasião.

Neste ano, novamente com o apoio do ex-presidente petista, o PT baiano coloca na disputa eleitoral para o Palácio de Ondina o ex-secretário de Educação Jerônimo Rodrigues, que tem 37% das intenções de voto, como mostrado na pesquisa Genial Quaest, quando é apresentado como o candidato de Lula.

O pré-candidato do PL, João Roma, por sua vez, tem a sua candidatura associada ao presidente Jair Bolsonaro. Ex-aliado de Neto, Roma tem aumentado o tom das críticas ao ex-prefeito soteropolitano, que se vê isolado da polarização nacional.

Outros estados

Em São Paulo, diante da polarização, o PSDB paulista prevê a possibilidade de passar por cima de uma concorrência histórica e abrir conversas com o PT. Mesmo que seja um apoio informal. O colunista diz que a aliança com os tucanos paulistas pode auxiliar o petista com votos importantes no maior colégio eleitoral do país. Com isso, o pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, Rodrigo Garcia, precisa se decidir por qual via seguir e não permanecer em cima do muro.

Em Minas, segundo maior colégio eleitoral brasileiro, a polarização nacional deve citar os rumos da eleição para os mineiros. O pré-candidato do PSD no estado, Alexandre Kalil, já fechou parceria com o PT.

Enquanto isso, Romeu Zema (Novo), que tenta a reeleição neste ano, apareceu em evento realizado na noite desta quinta-feira, 26, sendo apoiado pelo presidente Bolsonaro.

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