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CASADINHA

Voto ideológico é forte na Bahia, diz cientista político

Um percentual baixo de eleitores pensa em “casadinha” Lula-Roma ou Bolsonaro-Jerônimo

Lucas Franco
Por Lucas Franco
| Atualizada em
"A gente percebe que o PT tem 30%, 40% de apoio da população. Então é um caso do eleitorado indo para esse caminho mais ideológico", diz o cientista político Claudio André de Souza
"A gente percebe que o PT tem 30%, 40% de apoio da população. Então é um caso do eleitorado indo para esse caminho mais ideológico", diz o cientista político Claudio André de Souza - Foto: Divulgação | PT-BA

A vinculação dos candidatos a governador Jerônimo Rodrigues (PT) e João Roma (PL) aos seus respectivos aliados, Lula (PT) e Bolsonaro (PL), faz com que seja difícil que o mesmo eleitor esteja decidido a votar, por exemplo, em Lula e Roma, ou em Bolsonaro e Jerônimo.

Fugindo à regra, uma mulher no extremo sul do estado, que não quis se identificar, disse que rechaça totalmente Jair Bolsonaro e ACM Neto (UB), mas por não estar segura na escolha de Jerônimo, pensa em adotar a incomum combinação “Lula-Roma”.

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“Desejo que prevaleçam as decisões de Lula, o perfil ideológico de Lula e acredito que em uma democracia tem que ter oposição”, disse a moradora do extremo-sul, que em 2018 votou em Fernando Haddad (PT) para presidente e Rui Costa (PT) para governador, ao A TARDE. “Para presidente, é convicção. Para governador, ainda é possível mudar, porque não é um voto fácil”, completou.

O voto casado entre correligionários ou ao menos entre “não-inimigos”, no entanto, tem mostrado ser tendência nas pesquisas mais recentes. Após as aparições na TV e discursos de Lula transmitidos com referência à campanha estadual, Jerônimo Rodrigues assumiu a liderança nas intenções de voto na pesquisa da Atlasintel/Grupo A TARDE, publicada na quinta-feira, 22.

Cientista político e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Claudio André de Souza enxerga que o voto ideológico, que segue a tendência ideológica do eleitor, pode crescer no estado, o que tornam raras as escolhas como a da moradora do extremo-sul.

“Por um lado, Jerônimo é uma liderança nova do ponto de vista eleitoral, enquanto ACM Neto já está mais consolidado. No entanto, a gente percebe que o PT tem 30%, 40% de apoio da população. Então é um caso do eleitorado indo para esse caminho mais ideológico”, explica.

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