Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

SUPERFATURAMENTO

Denúncia aponta superfaturamento de 366% na merenda escolar de Ilhéus

Representação envolve o montante de R$ 15,5 milhões

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil)
Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil) - Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) deu início a uma apuração para investigar possíveis irregularidades em um contrato emergencial da Prefeitura de Ilhéus (Bahia), gestão de Valderico Jr. (União Brasil) destinado ao fornecimento de merenda escolar.

A representação, que envolve o montante de R$ 15,5 milhões, atinge diretamente o prefeito Valderico Júnior (União Brasil), a secretária de Educação, Evani Cavalcante de Souza Rocha, e a fiscal de contrato, Silvoneide Amaro dos Santos de Almeida.

Tudo sobre Política em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

A denúncia foi protocolada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva e detalha indícios graves de dano ao erário.

Leia Também:

Superfaturamento

De acordo com o documento, itens da cesta escolar teriam sido adquiridos com superfaturamento de até 366%.

Além dos preços inflados, a fiscalização aponta falhas na execução: alterações nas unidades de medida dos produtos teriam gerado pagamentos por volumes superiores aos efetivamente entregues nas escolas municipais.

Manobras contratuais

Outro ponto central da investigação é a estratégia jurídica utilizada para manter a prestação do serviço. O TCM analisa a legalidade da prorrogação do contrato emergencial e a posterior adesão a uma ata de registro de preços com a mesma empresa.

De acordo com a representação, a manobra teria servido para manter o vínculo sem a realização de um processo licitatório amplo.

Punições

O órgão de controle determinou a notificação imediata dos citados. O prefeito e as servidoras têm um prazo de 20 dias para apresentar defesas e esclarecimentos detalhados sobre as planilhas de custos e os processos de medição do contrato.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por improbidade administrativa e serem obrigados a ressarcir os cofres públicos.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Ilhéus não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão do TCM.

O que diz a prefeitura de Ilhéus?

Em nota enviada ao portal A TARDE, nesta sexta-feira, 10, a prefeitura de Ilhéus esclareceu a contratação emergencial para distribuição de merenda escolar. A gestão nega qualquer tipo de irregularidade.

Leia a nota na íntegra

"A Prefeitura de Ilhéus esclarece que a contratação emergencial realizada para o fornecimento de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar da rede municipal observou rigorosamente os parâmetros legais aplicáveis, inclusive no que se refere à formação dos preços contratados.

Em relação às alegações de superfaturamento, o Município informa que os valores da contratação respeitaram o preço estimado da contratação, elaborado a partir de ampla pesquisa de mercado, nos termos do art. 23 da Lei nº 14.133/2021, em conformidade com os critérios legalmente estabelecidos para a administração pública. Ressalta-se, ainda, que a escolha da proposta vencedora teve como critério o menor valor global, e não o valor unitário dos itens.

Quanto à suposta irregularidade na liquidação da despesa, a Prefeitura esclarece que houve erro material relacionado à indicação de unidades de medida em determinados registros, sem qualquer prejuízo à execução contratual. Os produtos efetivamente entregues ocorreram em conformidade com o objeto contratado, sem divergência quanto ao fornecimento realizado.

No que se refere à prorrogação do contrato emergencial, a medida foi adotada em observância à legislação vigente e devidamente fundamentada na não conclusão do processo licitatório regular dentro do prazo inicialmente previsto, em razão de circunstâncias amplamente conhecidas pela população e já divulgadas publicamente.

A administração municipal reafirma que todos os atos praticados seguiram os princípios da legalidade, da transparência e da continuidade do serviço público, especialmente em se tratando de política essencial para a garantia da alimentação escolar dos alunos da rede municipal".

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

ilhéus tribunal de contas

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil)
Play

Cientista político analisa as lições da montagem das chapas majoritárias na Bahia

Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil)
Play

Nova regra da nota fiscal: pescador artesanal da Bahia será afetado?

Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil)
Play

Escala 6x1: Hugo Motta reage após Lula enviar projeto ao Congresso

Prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União Brasil)
Play

Fim da escala 6x1: Paulo Azi vota a favor, mas faz recomendações

x