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Defesa de Flávio se diz surpresa com investigação da Receita

Segundo advogadas, a Receita Federal afirmou que não faria a apuração

Da Redação
Por Da Redação
Apuração foi aberta a partir de um relatório elaborado pelo TCU que apontou que a Receita identificou ao menos oito casos de acessos indevidos a dados fiscais de contribuintes entre 2018 e 2020.
Apuração foi aberta a partir de um relatório elaborado pelo TCU que apontou que a Receita identificou ao menos oito casos de acessos indevidos a dados fiscais de contribuintes entre 2018 e 2020. - Foto: Divulgação

Advogadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disseram nesta terça-feira, 22, ter recebido com surpresa a notícia de que a Receita Federal realizara apuração interna sobre a acusação do filho do presidente de que teria sido vítima de devassa ilegal de seus dados fiscais.

De acordo com a nota divulgada, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach afirmam que a Receita tinha afirmado que não faria a apuração.

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"A defesa do senador Flávio Bolsonaro recebeu, com surpresa, a notícia de que essa investigação foi realizada mesmo depois de a Receita Federal ter informado que não a faria. Até o momento, a instituição não apenas negou o pedido dos advogados como omitiu a realização de tal procedimento", dizem as advogadas.

A apuração foi aberta a partir de um relatório elaborado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou que a Receita identificou ao menos oito casos de acessos indevidos a dados fiscais de contribuintes entre 2018 e 2020, dentre eles, o senador Flávio Bolsonaro.

No documento, as advogadas dizem ainda ser importante ressaltar que "não há nada de ilegal ou imoral na solicitação da defesa" à Receita, afirmando que "estranho seria se a instituição ignorasse suspeitas de falhas e irregularidades internas e permitisse que essas irregularidades prosperassem".

Segundo Pires e Bierrenbach, Flávio teve seus dados invadidos. "O TCU identificou acesso indevido aos dados do senador Flávio Bolsonaro e de seus familiares, confirmando as suspeitas de que a máquina pública foi usada indevidamente para atacar a reputação do parlamentar.”

Desde o ano passado a defesa do senador argumenta que seus dados fiscais foram acessados ilegalmente para fornecer informações ao Coaf, órgão de inteligência financeira que apontou as movimentações suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

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Coaf Fabrício Queiroz Flávio Bolsonaro rachadinha Receita Federal

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