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Cúpula do Brics chega ao fim nesta segunda

Encontro de líderes do Brics ocorreu neste fim de semana no Rio de Janeiro

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Bandeiras do Brics
Bandeiras do Brics - Foto: Brics/Divulgação

O encontro dos líderes do Brics, no Rio de Janeiro, finaliza, nesta segunda-feira, 7, o último dia. A Cúpula, chefiada pelo presidente Lula, se reuniu neste final de semana em sessões plenárias.

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O fim de semana do grupo no Rio de janeiro começou com o Fórum Empresarial do Brics- liderado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) - que reuniu representantes do setor privado dos países do bloco no sábado, 5.

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O vice-presidente, Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad também estiveram presentes.

Declaração final

O Brics realizou no último domingo, 6, a Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula do grupo. E entre os pontos que mais repetiu foi a condenação diretamente, pela primeira vez, dos ataques contra o Irã.

“Condenamos os ataques militares contra a República Islâmica do Irã desde 13 de junho de 2025, que constituem uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e expressamos profunda preocupação com a subsequente escalada da situação de segurança no Oriente Médio”, conforme indica a declaração final obtida pelo Portal A TARDE.

No discurso, o atual presidente do grupo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda citou a disputa em Gaza e afirmou que os países da Cúpula expressaram “profunda preocupação” com a situação no Território Palestino Ocupado, diante da disputa entre Israel e Gaza e das barreiras à entrada de ajuda humanitária.

O grupo cobrou respeito ao direito internacional humanitário e condenou o uso da fome como arma de guerra, além de criticar a politização e a militarização da assistência humanitária.

“Clamamos pelo respeito ao direito internacional, em particular ao direito internacional humanitário e ao direito internacional dos direitos humanos, e condenamos todas as violações do DIH, inclusive o uso da fome como método de guerra. Também condenamos as tentativas de politizar ou militarizar a assistência humanitária”, ressaltou.

O que é o Brics?

O grupo se define como um foro de articulação político-diplomática de países que formam o chamado Sul Global, buscando cooperação internacional e o tratamento multilateral de temas globais.

Além de buscar mais influência e equidade de seus integrantes em instituições como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brics tem em seu radar a criação de instituições voltadas para seus participantes, como o Novo Banco de Desenvolvimento, chamado de banco do Brics.

Por não ser uma organização internacional, o Brics não tem um orçamento próprio ou secretariado permanente.

O Brics é composto por onze países membros. Brasil China, Rússia, Índia e África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Irã e Indonésia. Ainda tem outros 10 países parceiros, que não têm poder de voto nas decisões do grupo. Os países membros representam 39% da economia mundial, quase um quarto do comércio e a metade da população do mundo.

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