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COP30 em Belém: crise na hospedagem pode mudar o local do evento?

Delegações internacionais cobram soluções do governo Lula para garantir condições mínimas em Belém

Redação
Por Redação
Obras em Belém, sede da COP30
Obras em Belém, sede da COP30 - Foto: Fabiola Sinimbú/Agência Brasil

Um grupo com representantes de 25 países enviaram uma carta à organização da COP30 e à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) pressionando ao governo Lula a mudar o local do evento, que está marcado para acontecer em Belém do dia 10 a 21 de novembro deste ano. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.

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No documento eles sugerem que, se os preços de hospedagem exorbitantes no Pará não forem resolvidos, o evento deveria, ao menos em parte, acontecer em outro local. Além disso, destacam as dificuldades logísticas relacionadas ao transporte e à segurança.

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Os países reconhecem os esforços do governo do presidente Lula para sediar a COP30 e valorizam a escolha de Belém, que simboliza os desafios da Amazônia frente às mudanças climáticas. No entanto, cobram providências imediatas.

“Se a COP inteira for mesmo acontecer em Belém, essas condições precisam ser garantidas”, diz a carta. Eles destacam que participar do evento significa “poder viajar para Belém, ficar em acomodações adequadas e acessíveis, e ir ao pavilhão e voltar de forma segura e eficiente em termos de tempo, inclusive tarde da noite.”

Entre os signatários estão blocos como o Grupo de Negociadores Africanos e o Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (LDC), além de nações ricas como Áustria, Bélgica, Canadá, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça. A principal apreensão está relacionada à cúpula de chefes de Estado, que reúne o mais alto nível de autoridades e antecede as negociações centrais da COP.

A carta também reforça que nunca antes tantas delegações estavam sem saber como iriam participar do evento a apenas 100 dias do início.

Na quinta, 31, o presidente da COP, André Corrêa do Lago, confirmou que alguns países pediram para que a conferência não seja realizada na capital paraense. "Acredito que talvez os hoteis não estejam se dando conta da crise que eles estão provocando", disse.

Segundo a Folha, desde do anúncio do evento internacional, o preço das hospedagens explodiu e a organização tem buscado alternativas para dar conta tanto dos preços quanto do déficit de leitos para acomodar todas as cerca de 50 mil pessoas que devem comparecer.

Dentro da estratégia estão apurações internas no governo sobre práticas abusivas do setor hoteleiro e a mobilização de Airbnb, escolas, habitações do Minha Casa, Minha Vida e até navios cruzeiros para tentar resolver o problema.

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