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Cem dias em casa: Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob ordens do STF

Ex-presidente segue proibido de usar celular, manter contato com investigados e acessar redes sociais

Flávia Requião
Por
Além de permanecer em casa, ele também cumpre outras restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes
Além de permanecer em casa, ele também cumpre outras restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Preso em regime domiciliar desde 4 de agosto, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, nesta terça-feira, 11, 100 dias sob a medida. Além de permanecer em casa, ele também cumpre outras restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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As medidas determinadas incluem:

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  • Proibição de usar celular;
  • Proibição de manter contato com pessoas investigadas;
  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de acessar embaixadas e consulados;
  • Proibição de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras;
  • Proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros.

A prisão de Bolsonaro foi determinada depois que ele descumpriu várias regras foram impostas no inquérito que investigou a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o sistema Judiciário. Nesse processo, Eduardo, filho do ex-presidente, foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

As restrições em cumprimento pelo ex-presidente não estão relacionadas à condenação dada em setembro pelo STF de 27 anos e três meses de prisão por liderar o plano de golpe. Mesmo assim, a defesa de Bolsonaro poderá pedir que os 100 dias de prisão domiciliar sejam descontados caso ele seja condenado e tenha de cumprir pena no futuro.

Em outubro, Moraes negou o pedido da defesa de Bolsonaro para revogar a prisão domiciliar e as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. A defesa de Jair pediu o fim das medidas cautelares, argumentando que ele não foi denunciado pela PGR no inquérito que apura tentativa de obstrução da Justiça.

O ministro, no entanto, decidiu manter a prisão domiciliar. Ele destacou que Bolsonaro foi condenado e que já descumpriu restrições anteriores. Segundo Moraes, as medidas são necessárias para evitar fuga e garantir a execução da pena, preservando a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Durante o período em que esteve em prisão domiciliar, o ex-presidente saiu de casa algumas vezes para receber atendimento médico. Duas dessas saídas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, e uma ocorreu em caráter de emergência.

Bolsonaro também só pode receber visitas com autorização de Moraes. Frequentemente, a defesa solicita a permissão para entrada de aliados políticos de Bolsonaro e um grupo de oração, às quartas-feiras.

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100 dias Bolsonaro Prisão domiciliar

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