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JULGAMENTO DE BOLSONARO

Cármen Lúcia: "Nossa República tem um melancólico histórico de poucos republicanos"

Ministra abriu seu voto no julgamento do suposto plano de golpe envolvendo Bolsonaro e outros sete réus no STF

Flávia Requião
Por
Cármen Lúcia
Cármen Lúcia - Foto: Antonio Augusto/STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, destacou, na tarde desta quinta-feira, 11, durante seu voto no julgamento que analisa a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus em um suposto plano de golpe, a importância histórica e cívica do processo para a República.

“Os fatos que são descritos desde a denúncia e a referência acusatória da imputação não foram negados na sua essência. Nossa república tem um melancólico histórico de termos poucos republicanos e, por isso, a importância de cuidar do presente processo”, declarou.

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A integrante da Corte contextualizou o julgamento dentro do momento simbólico vivido pelo país, lembrando que 2025 marca os 40 anos do início da redemocratização do Brasil e que, em 25 dias, o país completará 37 anos do início da vigência da Constituição de 1988.

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A ministra trouxe à tona, com sua fala, a responsabilidade histórica do STF na preservação dos princípios republicanos e democráticos, reforçando o caráter simbólico e jurídico do julgamento para o país.

O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do STF, é considerado decisivo para o destino de Bolsonaro e de outros sete acusados. O voto de Cármen Lúcia é o quarto a ser apresentado e pode definir a maioria do colegiado, que já conta com posições divergentes entre os ministros.

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Bolsonaro Cármen Lúcia STF

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